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Mau tempo: Retomada circulação ferroviária na Linha do Sul

Lusa 13 de fevereiro de 2026 às 09:24

Mais cedo, pelas 20h00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente esta sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.

A circulação ferroviária na Linha do Sul foi retomada entre Luzianes e Amoreiras, (concelho de Odemira, distrito de Beja) depois de ter sido suspensa devido às condições meteorológicas, segundo informação da CP, Comboios de Portugal pelas 08h00.
Comboio da CP na Linha do Leste Miguel Baltazar/Jornal de Negócios
Num balanço anterior, com o ponto de situação às 23h30 de quinta-feira, a CP informou que os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança devido ao agravamento do estado do tempo e sem previsão de retoma. Mais cedo, pelas 20h00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente esta sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal. "Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa", segundo a transportadora. Por causa do mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Alentejo, entre Pegões e Bombel, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra. A circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes; Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
A CP continua a prever para hoje a realização do Comboio Internacional Celta, podendo "ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário". A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal. Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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