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Luís Neves é hoje empossado nas funções de ministro da Administração Interna

Lusa 23 de fevereiro de 2026 às 07:11

Luís Neves foi escolhido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para substituir Maria Lúcia Amaral.

Luís Neves, até agora diretor nacional da Polícia Judiciária, é esta segunda-feira empossado como ministro da Administração Interna pelo Presidente da República, substituindo Maria Lúcia Amaral, naquela que é primeira mudança no segundo Governo de Luís Montenegro.
Luís Neves nomeado MAI: reações, elogios ao trabalho e advertências Pedro Catarino/Medialivre
A escolha de Luís Neves foi oficialmente anunciada pela Presidência da República no sábado e a cerimónia de posse está marcada para as 10h00 no Palácio de Belém, em Lisboa. Na mesma altura tomarão também posse os três secretários de Estado do ministério. Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha serão reconduzidos como secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, secretário de Estado da Administração Interna e secretário de Estado da Proteção Civil respetivamente, transitando da equipa de Maria Lúcia Amaral. Luís Neves foi escolhido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para substituir Maria Lúcia Amaral, que se demitiu de ministra da Administração Interna depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin, que assolou o país no final de janeiro. Na quinta-feira, na Assembleia da República, durante o debate quinzenal, o primeiro-ministro assegurou que o sucessor de Maria Lúcia Amaral entraria em funções já nesta semana, mas a rapidez do processo causou alguma surpresa. Declarou então no parlamento, em resposta a perguntas do líder do Chega, André Ventura: "Na próxima semana, o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com uma proposta que farei ao senhor Presidente da República". Logo nessa ocasião, por outro lado, o primeiro-ministro sinalizou que esta iria ser a única mudança que faria na sua equipa governativa, que iniciou funções em 05 de junho do ano passado. Maria Lúcia Amaral pediu a demissão no passado dia 10, na sequência da passagem da depressão Kristin pelo território nacional continental, que causou vítimas mortais e uma grande devastação, sobretudo na região Centro.
Do ponto de vista político, a sua atuação estava a ser contestada pelos sindicatos representativos das polícias, por bombeiros e, após as tempestades, por autarcas e, principalmente, pelos partidos da oposição. Na nota oficial sobre a sua demissão referia-se que Maria Lúcia Amaral entendeu "já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo". O primeiro-ministro assumiu transitoriamente a pasta da Administração Interna. A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de ter estado oito anos à frente da Provedoria de Justiça, instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados. Luís Neves desempenhava o lugar de diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) desde 2018. É licenciado em Direito, ingressou na PJ em 1995, após uma breve passagem pela advocacia. Ao longo do seu percurso profissional na PJ, esteve sempre ligado à investigação criminal, em particular na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania. Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).
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