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Incêndios: Proteção Civil reconhece que cinco estão a causar maior preocupação

Lusa 03 de julho de 2026 às 21:13

As 92 ocorrências registadas até ao final da tarde já obrigaram ao empenhamento de um total de 3.025 operacionais.

Os incêndios de Vouzela, Barcelos, Tâmega e Sousa, Setúbal e Arouca são os que estão a preocupar mais a Proteção Civil, reconheceu o comandante nacional, adiantando que, até às 18:00 desta sexta-feira foram registadas 92 ocorrências.

O incêndio de Vouzela é dos mais preocupantes Paulo Novais/Lusa

"Neste momento, temos cinco incêndios a dar maior preocupação", salientou Mário Silvestre, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.

As 92 ocorrências registadas até ao final da tarde já obrigaram ao empenhamento de um total de 3.025 operacionais, referiu ainda o comandante nacional de emergência e proteção civil, avançando que 23 incêndios tiveram origem durante a noite.

Mário Silvestre apontou o exemplo do incêndio de Vila Nova de Paiva, que começou às 02:44, assim como o de Vouzela, que continua ativo, e que teve início às 03:00 de quinta-feira.

Perante as condições meteorológicas que estão a atingir o país, na reunião desta sexta-feira de manhã do Centro de Coordenação Operacional foi decretado que toda faixa central do território nacional e o Algarve passassem para o nível IV de empenhamento, o mais elevado, enquanto que a zona mais a norte está em nível III.

Essa alteração levou a que fosse decidido o pré-posionamento de meios de reforço de nível nacional, assim como de meios sub-regionais, avançou Mário Silvestre, adiantando que estão a decorrer também patrulhamentos de aviões médios, tendo sido reforçada a comunicação de emergência, através do envio SMS preventivo a alertar as pessoas para condições meteorológicas e risco de incêndios que se vai manter nos próximos dias.

Os municípios de Águeda, Vouzela e Tondela já ativaram os seus planos de emergência, referiu o comandante nacional.

Reiterou ainda que as condições meteorológicas são "bastante complexas", com tempo muito quente e seco, incluindo durante a noite, quando as temperaturas atingem os 30 graus celsius.

Além disso, têm-se registado ventos "extremamente fortes" principalmente no período noturno, resultando em "grandes dificuldades" na extinção dos incêndios, ao contrário do que seria normal, salientou Mário Silvestre.

Segundo adiantou, a humidade disponível nos combustíveis mortos é inferior a 6%, o que é "um cenário extremamente complexo do ponto de vista da propagação dos incêndios", admitiu o comandante nacional.

O Governo decretou situação de alerta que está em vigor até às 23:59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".

Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.

"Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo", disse Luís Montenegro em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Guimarães.

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