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Governo confirma aeroporto de Alcochete mas reitera reservas quanto a projeção de tráfego

Lusa 20 de março de 2026 às 15:24

Entrega pela ANA deste relatório "constitui o segundo de quatro relatórios intercalares a integrar a candidatura completa ao NAL, cujo prazo máximo é janeiro de 2028".

O Governo confirmou, em resposta à ANA -- Aeroportos de Portugal, a localização do novo aeroporto de Lisboa no campo de tiro de Alcochete, mas reiterou reservas quanto às projeções de tráfego apresentadas pela concessionária, segundo um comunicado.

DR

Na nota esta sexta-feira divulgada, o Governo indicou que "através do Ministério das Infraestruturas e Habitação, disponibilizou hoje a Carta de resposta à concessionária ANA -- Aeroportos de Portugal (ANA), na sequência da entrega, em 16 de janeiro de 2026, do Relatório do Local Selecionado e Estudo de Impacte Ambiental, referente ao novo aeroporto de Lisboa (NAL) -- Aeroporto Luís de Camões".

De acordo com a tutela, a entrega pela ANA deste relatório "constitui o segundo de quatro relatórios intercalares a integrar a candidatura completa ao NAL, cujo prazo máximo é janeiro de 2028".

Na carta enviada à concessionária, o Governo reconheceu "o nível de aprofundamento e o avanço significativo dos trabalhos, face às dificuldades previamente comunicadas" pela empresa quanto à "realização dos trabalhos de campo", saudando o progresso e assinalando "a recuperação do tempo decorrido e a evolução consistente na elaboração da candidatura do novo aeroporto".

O Governo manifestou a sua concordância com a escolha da localização da infraestrutura, "junto à extremidade nascente do Campo de Tiro de Alcochete, reiterando que esta localização corresponde à solução preferencial estudada pela CTI [Comissão Técnica Independente] e coincide com a solução que, em 2010, obteve uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada".

O Governo sublinhou a importância de o Estudo de Impacte Ambiental, a entregar em julho à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), "integrar os antecedentes relevantes, incluindo o procedimento que culminou na Declaração de Impacte Ambiental positiva em 2010, assim como as conclusões da Avaliação Ambiental Estratégica da CTI", apontando ainda a necessidade de articulação com os municípios envolvidos.

Já relativamente ao Plano Diretor atualizado, o Governo registou "positivamente o trabalho desenvolvido pela concessionária, que já integra as alterações às especificações mínimas do NAL preliminarmente acordadas", mas identifica aspetos que devem ser revistos, como "a necessidade de reconfigurar o 'Pier Swing', de modo a assegurar maior flexibilidade operacional".

No entanto, a tutela, "voltou a expressar reservas quanto às projeções de tráfego apresentadas pela concessionária, por considerar que não refletem a evolução do setor nem o potencial de procura associado ao novo aeroporto".

Para o Governo, "os pressupostos utilizados são demasiado conservadores", o que pode, considera, "comprometer o correto dimensionamento do NAL, sendo por isso essencial que a concessionária proceda à revisão das projeções".

No comunicado, o Governo lembrou que os próximos passos são a entrega do relatório técnico, até 16 de julho de 2026, e do estudo de impacte ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente, em julho.

"Importa sublinhar que a comunicação enviada à Concessionária não constitui aceitação formal da candidatura completa, a qual será avaliada nos termos previstos no Contrato de Concessão", salientou.

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