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Exéquias de Mário Zambujal têm início no sábado

Lusa 12 de março de 2026 às 18:03

O velório do autor de “Crónica dos Bons Malandros” tem início no sábado, às 17h, na Basílica Estrela, onde é celebrada missa às 20h.

As cerimónias fúnebres do jornalista e escritor Mário Zambujal, que morreu esta quinta-feira aos 90 anos, realizam-se no sábado a partir das 17h00, na Basílica da Estrela, em Lisboa, disse fonte da família à Lusa.

Mário Zambujal, autor de "Crónica dos Bons Malandros", é velado na Basílica da Estrela Pedro Catarino/Medialivre

O velório do autor de “Crónica dos Bons Malandros” tem início no sábado, às 17h00, na Basílica Estrela, onde é celebrada missa às 20h00.

No domingo, pelas 11h00, realiza-se a cerimónia privada de cremação, no Cemitério do Alto de São João, também na capital, disse a mesma familiar do escritor e jornalista.

Mário Zambujal estreou-se nos livros com o sucesso "Crónica dos Bons Malandros”, em 1980, quando era 'pivot' do "Domingo Desportivo" da RTP1.

Na altura, porém, já somava anos de jornalismo, e de histórias escritas e contadas. Foi chefe de redação d'O Século, dirigiu o Mundo Desportivo, pertenceu aos quadros d'A Bola, do Diário de Lisboa e do Diário de Notícias, foi o primeiro diretor do semanário Se7e.

Trabalhou no semanário O Jornal, foi subdirector do Record e diretor interino do Tal & Qual, além de ter passado por quase todas as redações que então se concentravam no eixo Bairro Alto - Avenida da Liberdade. No Diário de Lisboa, esteve com Luís de Sttau Monteiro na edição do suplemento semanal A Mosca. Foi colunista no diário 24 Horas. Dirigiu o Jornal Sénior, publicado entre 2013 e 2014.

Nascido em 05 de março de 1936, em Moura, no Alentejo, Mário Zambujal vivia em Lisboa, na freguesia de São Domingos de Benfica, onde foi inaugurado, em 2022, um mural de homenagem em seu nome, celebrando o seu percurso e a sua importância cultural.

Em 2020, o festival literário Escritaria, em Penafiel, homenageou-o e à sua obra.

Em 2016, recebeu a medalha de Mérito Cultural da Câmara de Lisboa e, em 2022, a Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, na capital portuguesa, homenageou-o com um mural, na Estrada de Benfica, de autoria de Mariana Duarte Santos.

Em 2025, o Clube de Jornalistas distinguiu a sua “longa carreira jornalística” com o prémio Gazeta de Mérito.

Com uma carreira literária de 45 anos, e 20 obras publicadas, Mário Zambujal estreou-se na literatura com a “Crónica dos Bons Malandros”, em 1980, que foi adaptada ao cinema por Fernando Lopes, produziu textos para televisão e teatro e publicou obras como “Histórias do fim da rua”, “À noite logo se vê”, “Primeiro as senhoras” e “Uma noite não são dois dias”.

No final de 2025 publicou "O Último a Sair", um “policial desatinado” como o autor o definiu, num volume que inclui outra ficção, uma história de amor e rivalidade entre dois bairros, e o ‘fac-simile’ do seu manuscrito: “Conto Final. Parágrafo”.

Em março de 2026, três obras de Mário Zambujal tiveram edições comemorativas dos seus 90 anos de vida e 45 de carreira literária: “Cafuné”, “Dama de Espadas” e “Crónica dos Bons Malandros”, "clássicos do eterno bom malandro", como a sua editora, Clube do Autor, os definiu, com novo design, prefaciados, respetivamente, por Marcelo Rebelo de Sousa, ainda Presidente da República, e os escritores Rita Ferro e Gonçalo M. Tavares.

Em 1984, foi condecorado com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

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