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Ex-secretário da Junta de Santiago de Montalegre e empresário condenados por desvio de 135 mil euros

Lusa 26 de janeiro de 2026 às 19:51

Tribunal de Santarém deu como provado que Pedro Carreira retirou dinheiro da conta bancária da Junta para pagar dívidas pessoais e da empresa Estrela da Beira sem qualquer justificação.

O ex-secretário da Junta de Freguesia de Santiago de Montalegre Pedro Carreira, no concelho de Sardoal, e um empresário foram condenados por conluio a sete e quatro anos de prisão, respetivamente, por desvio de 135 mil euros.
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O Tribunal de Santarém, em acórdão datado de 21 de janeiro e a que a agência Lusa teve hoje acesso, deu como provado que Pedro Carreira, de 46 anos, retirou dinheiro da conta bancária da Junta entre 2017 e 2022 para pagar dívidas pessoais e da empresa Estrela da Beira, de Jorge Madeiras, sem qualquer justificação. Pedro Carreira foi condenado por um crime de peculato e quatro crimes de falsificação de documentos a sete anos de prisão, em cúmulo jurídico, 60 dias de multa e à proibição de exercer qualquer cargo público por seis anos. Jorge Madeiras, de 39 anos, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por conluio no peculato. As empresas geridas por Jorge Madeiras - a Estrela da Beira Agropecuária e a Estrela da Beira Sociedade de Comércio e Transformação de Carnes -, foram condenadas a pagar 35 mil euros cada uma ao Estado pelo crime de peculato.
As empresas foram contudo, absolvidas dos três crimes de falsificação de documentos. O tribunal determinou ainda uma indemnização civil parcial à Junta de Freguesia de Santiago de Montalegre, fixada em 103 mil euros [103.896,31 euros], a pagar solidariamente pelos dois arguidos e parcialmente pelas empresas. Segundo o acórdão, Pedro Carreira falsificou documentação bancária alegando ter criado um fundo de investimento no BPI e utilizou o próprio computador para produzir os documentos. Ao ser questionado sobre os movimentos de dinheiro, o arguido manteve a versão falsa perante os restantes membros do executivo da Junta. A investigação da Polícia Judiciária, realizada em 2022, concluiu que o ex-secretário e o empresário atuaram em conluio, movimentando valores através de transferências, cheques e cartões bancários da Junta. A presidente da Junta de Freguesia, Dora Santos, confirmou que a denúncia foi apresentada por si em setembro de 2022, após o ex-secretário não cumprir promessas de devolução do dinheiro.
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