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Detidos suspeitos de assaltos com arma a farmácias em Lisboa, Almada e Setúbal

04 de janeiro de 2020 às 19:36

Três pessoas são suspeitas de assaltarem à mão armada 22 farmácias em Lisboa, Almada e Setúbal ao longo de cerca de um mês e meio. 

A PSP anunciou hoje que deteve em flagrante delito três suspeitos de assaltarem à mão armada 22 farmácias em Lisboa, Almada e Setúbal ao longo de cerca de um mês e meio. 

 Em conferência de imprensa, João Prisciliano, comandante da segunda esquadra de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, disse a jornalistas que a detenção dos dois homens e uma mulher ocorreu na sexta-feira, após terem feito um assalto a uma farmácia da Avenida dos Estados Unidos da América, em Lisboa. 

"Após um roubo consumado na Alta de Lisboa, a PSP montou um dispositivo policial junto de farmácias suscetíveis de serem alvo de assaltos. Tal veio acontecer numa farmácia dos Estados Unidos da América, tendo a PSP detido os suspeitos na Rotunda do Relógio", explicou. 

 João Prisciliano adiantou que o grupo foi responsável por 22 assaltos a farmácias em Lisboa, Almada e Setúbal, desde 21 de novembro de 2019, estando o produto dos assaltos calculado em cerca de cinco mil euros.

Segundo a Polícia de Segurança Pública, há registo de farmácias que foram assaltadas mais do que uma vez.

O mesmo responsável referiu que o principal suspeito entrava sozinho nas farmácias com uma arma de fogo, pedia o dinheiro que estava na caixa e depois tinha uma logística no exterior que permitia a fuga mais depressa de carro. 

O comandante da segunda esquadra de Investigação Criminal da PSP de Lisboa frisou também que os assaltantes, com idades entre os 20 e os 23 anos, aproveitavam o fecho das farmácias para fazerem o roubo, tendo em conta que havia menos gente e a caixa registadora tinha mais dinheiro.

João Prisciliano disse ainda que a PSP montou um dispositivo policial virado e direcionado para este tipo de roubos depois de tomar conhecimento de uma vaga de assaltos a farmácias em Lisboa.

Dois dos três detidos, que estão hoje a ser ouvidos por um juiz de instrução para aplicação de medidas de coação, já têm antecedentes criminais.

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