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Montenegro segura ministra da Saúde em momento de crise no INEM

Diogo Barreto 08 de janeiro de 2026 às 15:30

O primeiro-ministro lamentou a morte das três pessoas que morreram no espaço de 24 horas enquanto esperavam pelo INEM.

O Governo aprovou na quarta-feira a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, que lamentou as mortes de pessoas que não obtiveram socorro atempado durante o debate quinzenal desta quinta-feira. Mesmo assim, Montenegro recusa a saída da ministra da Saúde.
Montenegro defende a ministra da Saúde após mortes no INEM MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
"Quero expressar em nome do Governo as nossas condolências às famílias das pessoas que faleceram nas últimas horas e que não terão tido a resposta mais rápida do sistema de emergência, apesar do reforço feito na região de Setúbal e de Lisboa que envolve a totalidade das ambulâncias disponíveis", disse Luís Montenegro. De seguida, o primeiro-ministro anunciou que o Governo PSD/CDS-PP aprovou na quarta-feira "a aquisição de novas 275 viaturas para o INEM num investimento que ascende a 16,8 milhões de euros", acrescentando: "São 63 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, o maior investimento do género na última década".
Em resposta ao Chega, Montenegro segurou ainda a ministra da Saúde, Ana Paula Martins. "Os problemas da saúde não se resolvem com demissões nem com jogadas políticas e político-partidárias. Resolvem-se com convicção, com competência, com insistência, com resiliência, e é para isso que este Governo, este primeiro-ministro e a ministra da Saúde estão no Governo e vão continuar no Governo", afirmou o chefe do executivo, no debate quinzenal na Assembleia da República. Antes, o deputado do Chega Pedro Pinto tinha questionado Montenegro se ia demitir a ministra da Saúde, que acusou de incompetência. "Houve um caso aqui que foi trágico, é verdade, nós não estamos aqui para ignorar isso", afirmou Luís Montenegro, sublinhando no entanto que "o que não vale é fazer uma diabolização da situação de maneira a incutir uma intranquilidade, uma desconfiança que, sinceramente, os portugueses que todos os dias vão a um centro de saúde, que todos os dias vão a um hospital, todos os dias que vão a um serviço de urgência não sentem". Montenegro respondia à líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que antes considerara que o sistema de saúde e o Estado estão "em colapso" e que a "responsabilidade política só pode ser atribuída ao Governo e ao Ministério da Saúde".
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