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Da Beira Baixa a Lisboa contra megaprojetos solares planeados para a região

Renata Lima Lobo 12 de janeiro de 2026 às 17:08

Está a ser planeada uma manifestação contra as centrais fotovoltaicas de Sophia e da Beira, por comprometerem a cultura, biodiversidade ou paisagem da região.

A “Plataforma de Defesa do Parque Natural do TI contra o Parque Solar da Beira” convocou uma manifestação contra a construção de duas centrais fotovoltaicas de grande dimensão. Está marcada para 31 de Janeiro, às 14h00, em Lisboa, e no dia anterior será entregue uma petição na Assembleia da República.
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“A Beira Baixa enfrenta a maior ameaça da sua história recente”, lê-se na comunicação da plataforma que tem lutado para que não avancem os projetos para a Central Solar Fotovoltaica de Sophia e para a Central Fotovoltaica da Beira. A manifestação, junto a Santa Apolónia, servirá para reforçar a entrega, a 30 de Janeiro, de uma petição pública no Parlamento que já conta com mais de 17.000 assinaturas. Juntas, escreve a organização em comunicado, servirão para mostrar “que o Interior não está à venda e que a população exige decisões responsáveis”. O projeto para a central fotovoltaica da Beira prevê a ocupação de uma área de 524,4 hectares dos concelhos de Castelo Branco (Monforte da Beira, Malpica do Tejo, Benquerenças, União das Freguesias de Escalos de Baixo e Mata e Castelo Branco) e em Idanha-a-Nova (Ladoeiro e União das Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes). Por outro lado, a central fotovoltaica Sophia abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, num projeto com 390 hectares de área ocupada por módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada. A organização da manifestação, também promotora da petição, considera que estes projetos “colocam em risco aquilo que torna esta região única”, como a “a sua natureza intocada, o seu valor ecológico, as suas aldeias e o modo de vida das comunidades rurais”, colocando em causa “as comunidades, o turismo, a economia local e o futuro da região”. No final de 2025, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no âmbito da avaliação de impacte ambiental (AIA), chumbou o projeto da central fotovoltaica da Beira após identificar impactos negativos significativos ao nível dos sistemas ecológicos e do uso de solo. Neste caso, a empresa promotora terá cerca de seis meses para fazer uma revisão ao projeto e voltar a apresentar uma proposta compatível com as recomendações. A avaliação ambiental da central fotovoltaica da Sophia está ainda em curso e o prazo previsto por lei para este procedimento termina a 9 de fevereiro.
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