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Crise no Amadora-Sintra: "Equipas funcionam desfalcadas"
Sindicatos falam em situação de "extrema gravidade" e atribuem responsabilidades ao Conselho de Administração e ao Governo.
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra, Luísa Ximenez, demitiu-se do cargo, no mesmo dia em que o Conselho de Administração (CA) anunciou que o médico Mário Rui Machado Cruz, diretor clínico dos Cuidados de Saúde Primários da ULS Amadora-Sintra, que acumulava funções nos Cuidados de Saúde Hospitalares, renunciou a estas funções transitórias. “Não há nenhum plano para reverter esta situação. Ultrapassaram-se os limites”, diz à SÁBADO Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM (Federação Nacional dos Médicos) sobre a situação atual nas urgências.
Sérgio Lemos
Tempos de espera "inaceitáveis"
No comunicado que diz respeito à madrugada do dia 2, o sindicato referia ainda que “a gravidade e repetição destas situações levaram à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral”. Segundo o SMZS, no "início da noite, encontravam-se 179 doentes em circulação na urgência, com mais de 60 doentes internados no serviço de observação" e "tempos de espera com "níveis inaceitáveis". A informação sobre os tempos de espera nas urgências do hospital Fernando Fonseca esteve indisponível no início do ano devido a uma falha informática, mas entretanto já foi restabelecida e pode ser consultada no portal do SNS. Na manhã de quinta-feira, 8 de janeiro, os doentes com pulseira amarela aguardavam cerca de duas horas e meia para primeira observação, sendo que o recomendado é não exceder uma hora. Para os pacientes em observação, o tempo médio de espera era de 12 horas. No mês passado, o diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, fez referência aos tempos de espera elevados no Amadora-Sintra, mas considerou-os uma "exceção". Sobre o Hospital Fernando da Fonseca, afirmou, citado pela agência Lusa: “Tem problemas específicos e por isso têm tempos exagerados”. Joana Bordalo e Sá rejeita que o Amadora-Sintra seja uma exceção e relembra que também existem tempos de espera elevados em hospitais como o Beatriz Ângelo (Loures) e o Santa Maria. No entanto, admite que "a situação é mais grave na região de Lisboa e Vale do Tejo". O aumento dos casos de gripe tem sido apontado como justificação para os tempos de espera elevados. Recorde-se ainda que o presidente do CA da ULS Amadora-Sintra, Carlos Sá, demitiu-se no início de novembro de 2025, e não foi substituído até ao momento. Em causa estiveram dois casos polémicos, relacionados com a morte de uma grávida e tempos de espera nas urgências superiores a 20 horas. Esta quinta-feira, o DN noticiou que Ana Paula Martins terá escolhido Sandra Cavaca, atual presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), para assumir a liderança do CA da ULS Amadora-Sintra. Na segunda-feira, a ministra da saúde admitiu que existe uma crise nas urgências e não espera que a situação melhore até ao final desta semana. A SÁBADO contactou o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, e a (ULS) Amadora-Sintra, mas não obteve resposta até à data de publicação do artigo.Artigos Relacionados
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