Costa: Ninguém diz que não fomos amigos da administração pública
"Tenho dificuldade em compreender que tanta gente possa achar que 2019 é o último ano das nossas vidas. Não é o último ano. E ninguém pense que é por haver eleições em 2019 que o Governo vai colocar em perigo tudo aquilo que conseguiu conquistar de 2016 até hoje", advertiu António Costa na conferência de imprensa sobre os três anos do Governo.
O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira que a maioria dos portugueses entende que o actual Governo foi amigo da administração pública e salientou que não mudará de política por haver eleições em 2019, colocando em causa "avanços conquistados".
Posições que foram assumidas por António Costa numa conferência de imprensa destinada a fazer o balanço dos três anos do Governo, no Porto, depois de confrontado com as greves de sectores como os professores, os juízes, os técnicos de diagnóstico ou os enfermeiros.
"Acho que não há um único português que tenha qualquer dúvida de que, se há coisa que não pode ser apontada a este Governo, é que não tenha sido um Governo amigo da administração pública. Este Governo repôs os vencimentos antes cortados, restabeleceu o horário que tinha sido unilateralmente alterado pelo Estado e descongelou carreiras que estavam há dezenas de anos congeladas", apontou.
António Costa acrescentou, ainda, que "muitos funcionários públicos beneficiaram igualmente de medidas como a eliminação da sobretaxa do IRS, a redução de outros impostos e o aumento do abono de família.
"Não se pode dizer que é pouco o que o Governo tem feito", disse, antes de deixar um 'recado' aos sectores que tencionam pressionar o actual executivo em ano eleitoral.
Para António Costa, o caminho é antes "o da consolidação dos avanços para se continuar a progredir após 2019".
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