Nada de cheques em branco
Nuno Rogeiro
10 de janeiro

Nada de cheques em branco

Eis uma campanha onde se sabe como começa, quem aparentemente ganha, quem de certeza perde, o que se pode esperar em ditos e malditos, mas onde ninguém deve contar com cheques em branco

Velha ladainha de raiz constitucional: o Presidente da República não governa.
Mas será o rosto do Estado.
E poderá colocar obstáculos a normas de que não goste, ou a altos cargos que entenda inadequados.
E decidirá sobre a emergência.
E, nos terramotos políticos, pode demitir e nomear governos, e dissolver a Assembleia.
Em tempos normais, o Presidente não se nota. Em alturas de crise grave, percebe-se que existe.

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