Abriladas
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
30 de abril

Abriladas

De um lado, as crianças do Bloco, que não toleram um passado em que os protagonistas não frequentaram os acampamentos de Verão da tribo. Do outro, as crianças do Chega, que reduzem esse passado a um museu de cera glorioso e beato.

TENHO COM OS DISCURSOS DO 25 DE ABRIL a mesma relação problemática que os doentes de stress pós-traumático com o fogo de artifício. A coisa pode ser inofensiva, até festiva, mas o meu primeiro instinto é saltar para debaixo da cama.

Este ano, porém, não me enganei: enquanto Ferro Rodrigues foi realmente traumático, Marcelo também, mas pelos motivos inversos. De tal forma que, aninhado no chão, demorei alguns minutos a perceber que algo de novo se estava a passar naquela casa.

Marcelo ocupou-se da história pátria e das batalhas correntes com que as crianças gostam de se sovar por aí. De um lado, as crianças do Bloco, que não toleram um passado em que os protagonistas não frequentaram os acampamentos de Verão da tribo.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Opinião Ver mais