Vacinação e propaganda
Eduardo Dâmaso Director
11 de fevereiro

Vacinação e propaganda

Quase um ano depois do primeiro confinamento, Portugal e o mundo continuam a enfrentar a maior crise sanitária do nosso tempo e essa é a magnitude do problema, que exige respostas pouco compatíveis com mera propaganda.

Ainda de regresso à vacinação. Depois da explosão de uma geografia da canalhice, com uma velha propensão portuguesa para a gestão do privilégio a despertar, logo o Governo acionou a sua máquina de propaganda para mitigar os efeitos de mais uma crise. Utilizou uma estratégia vulgar. Foi buscar uma estatística, produziu um gráfico sobre a alegada excelência do plano de vacinação e pôs o material a circular nas redes sociais e pelos seus papagaios nos media.

De uma penada, os socialistas tentaram pulverizar as más notícias que vinham da demissão de um coordenador que nunca deveria ter sido escolhido, de um plano que correu mal desde o início e do espetáculo degradante de ver gente a abusar do poder para se vacinar.

A questão é que a resolução dos problemas dos portugueses não está na propaganda. Quase um ano depois do primeiro confinamento, Portugal e o mundo continuam a enfrentar a maior crise sanitária do nosso tempo e essa é a magnitude do problema, que exige respostas pouco compatíveis com mera propaganda. A propaganda procura controlar estragos de imagem para o Governo e para o PS, os portugueses procuram sobreviver a cada dia que passa. Vejamos o ponto em que estamos.

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