O pecado da contradição fulminante
Eduardo Dâmaso Director
29 de outubro de 2020

O pecado da contradição fulminante

A contradição começou com as comemorações da CGTP no 1º de Maio, enquanto se confinavam os portugueses nas suas casas. Depois, com a festa do Avante, quando se proibiam os festivais de música.

Nos alvores da pandemia, o Governo e António Costa foram exemplares no ataque à Covid-19. Descontando o facto de Portugal, tal como o resto do mundo, não ter nada preparado para enfrentar a doença, como se viu com a falta de máscaras, de ventiladores, camas, e por aí adiante, o primeiro-ministro, no entanto, cedo arrepiou caminho e liderou a todos os níveis: na avaliação do risco, na decisão, na criação de consensos institucionais e políticos, na capacidade de ouvir os cientistas e integrar a sua informação nas medidas aprovadas. Tudo correu de forma a preservar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde e a salvaguardar o cenário de o verão aguentar a economia.

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