Obrigado, Sérgio Sousa Pinto
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
30 de abril

Obrigado, Sérgio Sousa Pinto

Na última cerimónia de aniversário do 25 de Abril, o Presidente deu-nos um tratado de tolerância e democracia. Mas parte da esquerda ainda prefere entrincheirar-se a subir ao palco do espaço democrático e combater o avanço da extrema-direita

Quase 50 anos depois do 25 de abril de 1974, foi necessário um Presidente da República dizer o óbvio: não podemos julgar a História com os olhos de hoje. Podemos, e devemos, olhá-la e lê-la com os olhos do presente, até porque são os únicos de que dispomos, mas o ato de julgar implica uma reflexão e uma maior compreensão do contexto da época. Os avisos de Marcelo Rebelo de Sousa, no discurso da cerimónia do 25 de Abril, talvez o melhor do Presidente, deve ser distribuído por todas as escolas do País. Mais do que uma aula de História, Marcelo deu-nos um tratado sobre a tolerância, honestidade intelectual e combate democrático, num tempo em que a intolerância da direita radical e a inquisição de uma certa esquerda tentam impor-se como um novo totalitarismo.

Enquanto a direita do Chega pede cravos pretos pelo regime democrático – como se o outro, realmente falecido, fosse melhor – uma parte da esquerda lançou-se numa cruzada inquisitorial que mais não faz do que empurrar os caceteiros do Chega para áreas cada vez mais próximas do poder.

A campanha lançada contra Sérgio Sousa Pinto é o exemplo mais claro de uma perseguição acéfala, apenas motivada por um preconceito ideológico, às vezes parecido com uma birra de escola primária, quando um elemento de um grupo decidiu trocar umas impressões com um fulano de outra turma (pelo menos, noutros tempos).

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