O homem que não quer ser PM
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
11 de junho

O homem que não quer ser PM

Rui Rio parou no tempo, em dezembro de 2001, quando ganhou a Câmara do Porto a Fernando Gomes. Já passaram 20 anos, mas o líder do PSD ainda não percebeu que o País mudou. Hoje, não há líder da oposição. Há, isso sim, um primeiro-ministro que joga sozinho.

O Chega quer ser governo, o PAN também, o Bloco de Esquerda deseja pelo menos, e segundo o seu orientador espiritual, Francisco Louçã, a pasta das Finanças. O crescimento nas sondagens parece confirmar uma tendência de há alguns anos: o Portugal dos pequenitos partidos pode estar a um passo de chegar ao governo.

Neste baile de debutantes, o Chega tem a tarefa mais complicada. É que à sua esquerda, nem PSD, nem o CDS dão sinais de descolar nas sondagens. Rui Rio bem pode andar entretido a twittar sobre sondagens, mas o certo é que o PSD não sai dos mínimos e o discurso de diabolização das sondagens - recordando sempre como ganhou a câmara do Porto, em 2002 - já dá sinais de cansaço.

Rui Rio ainda não percebeu que já passaram quase 20 anos desde a sua vitória (histórica) contra Fernando Gomes, no Porto. O País mudou, há novos partidos, a comunicação política evoluiu para outro patamar. Hoje, por extraordinário que possa parecer, António Costa consegue mais facilmente desenvencilhar-se de uma qualquer trapalhada do que o líder do PSD passar uma mensagem assertiva e certeira.

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