O ar do tempo chama por Cassandra
Bruno Faria Lopes
17 de setembro de 2018

O ar do tempo chama por Cassandra

Acumulam-se os sinais de que a banca está a ficar mais confortável na hora de emprestar aos particulares - talvez demasiado confortável. Não é só a subida dos montantes que conta, mas a qualidade dos créditos. Estaremos a repetir erros dez anos depois da crise financeira?

Foi de novo notícia há dias: apesar das orientações do Banco de Portugal para os bancos apertarem os critérios de exigência para os novos créditos à habitação, o montante de crédito concedido não pára de aumentar. Os 919 milhões de euros emprestados em Julho estão pouco abaixo do recorde de oito anos de Junho, cerca de 990 milhões de euros. É verdade que o desemprego está a cair para mínimos e os montantes de crédito ainda não estão perto dos mais altos antes das crises - a crise do subprime que explodiu há exactamente dez anos e a da zona euro que se seguiu em 2010. Mas há sinais de que a banca está a ficar mais confortável na hora de emprestar aos particulares - talvez demasiado confortável.

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