O fim da abundância democrática americana
Paulo Batista Ramos
09 de março

O fim da abundância democrática americana

Os EUA já tinham estabelecido o seu próprio igualitarismo cívico e de oportunidades, em que cada um poderia sonhar acordado, em função dos seus desejos e ambições pessoais. Livres de constrangimentos religiosos, laços de sangue ou preconceitos e hierarquias sociais.

O carácter do povo americano sempre preferiu uma abordagem realista à democracia e à preservação das liberdades civis, políticas e económicas como forma de organizar a suas vidas como sociedade.

As tensões e conflitos sociais, raciais e religiosos acompanharam a construção da nação, adicionados a uma guerra civil. Os EUA são, inclusivamente, o resultado de uma luta anticolonial, fazendo assim, a violência e a revolução parte da génese da América. Como diria Maquiavel, de nobres intenções políticas está o inferno cheio.

Quando as ideias radicais marxistas emigraram para a América, em meados do século XIX, foram imediatamente apontadas como alienígenas ao espírito americano. Mais um advento de ideias castrantes, oriundas do quadro de valores do velho continente. O marxismo morria na praia da baía do rio Hudson.

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