Elefantes e esquilos
Paulo Batista Ramos
23 de fevereiro

Elefantes e esquilos

Aqui surge o peculiar caso da UE, que ainda não assumiu se pretende ser um elefante ou um esquilo. No presente, escolheu alguém da família dos roedores para dirigir a sua política externa, com ausência de conhecimentos de história e geografia comprovados.

O professor de Yale, William T. R. Fox descreve na introdução à sua obra The Super-Powers (1944), a qual também daria à estampa um conceito-chave no estudo das relações internacionais, a parábola do relacionamento entre elefantes e esquilos para retratar as hierarquias de poder entre estados-nação na ordem internacional. 

Ainda de acordo com "Superpower Fox" – como era apelidado entre os seus alunos - num sistema internacional ordeiro, equilibrado e seguro haveria lugar para ambos. Todavia, apesar de considerar que este sistema ideal seria alcançável, ignorar a diferença entre elefantes e esquilos, só iria retardar a sua concretização.

A globalização permitiu a proliferação de novos atores no sistema internacional e a inovação tecnológica tem conduzido a mutações nos fundamentos e na distribuição do poder na arena internacional. A ordem internacional que The Super-Powers pressentiu brotar parece estar a findar, mas o espetro da superpotência ainda não. 

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