2021 o ano em que a mão de obra (toda) disse “basta”
Paula Cordeiro
23 de novembro

2021 o ano em que a mão de obra (toda) disse “basta”

É a dura realidade de um país que se orgulha de aumentar o salário mínimo para 665€, no qual muitos - muitos mesmo - profissionais não atingem o patamar dos 1000€ e onde estar efectivo é mais um sonho do que um objectivo.

Há anos que recomendo aos meus alunos a palavra não como sendo uma ferramenta de negociação. Se é certo que um estágio pode ser fundamental para consolidar aprendizagens e desenvolver práticas profissionais, também é certo que acumular estágios pode ser uma de duas coisas: o estagiário que quer conhecer diferentes funções, explorando as diferentes facetas de uma área profissional; as empresas que se aproveitam desta espécie de trabalho gratuito, porque diga-se, há muitos estagiários que fazem o trabalho de profissionais, substituindo-os ou evitando a contratação de profissionais.

É a dura realidade de um país que se orgulha de aumentar o salário mínimo para 665€, no qual muitos - muitos mesmo - profissionais não atingem o patamar dos 1000€ e onde estar efectivo é mais um sonho do que um objectivo.

Há anos que se fala sobre as condições do mercado laboral em Portugal - e no mundo - numa perspectiva que tende a ter mais conotações políticas do que aquilo que realmente reflecte este contexto: organizações e pessoas, pessoas e organizações, num diálogo que parece ter-se transformado numa espécie de monólogo no qual as partes falam sem se ouvirem entre si

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