Do black ao green: menos é cada vez mais
Paula Cordeiro
30 de novembro de 2021

Do black ao green: menos é cada vez mais

Se é certo que não vem mal ao mundo se aguardarmos por uma promoção para comprar um item de preço elevado, como electrodomésticos ou mobiliário, já é questionável esta urgência para comprar mais uma camisola ou um par de meias.


Começa no black, passa a cyber e torna-se verde, mas todos estes dias dedicados ao consumo revelam o lado negro da sociedade, da sua evolução e do paradoxo em que nos encontramos: somos detentores da tecnologia e do saber, incapazes de desenvolver uma estratégia para salvar o Planeta. Neste processo dialético, entre o pragmatismo da ciência e o lirismo do comportamento, vamos consumindo para nos definimos enquanto pessoas e nos afirmarmos enquanto membros da sociedade, a mesma que caminha, dia após dia, para um abismo intencional. 

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