A petição refere que a presença do presidente de origem muçulmana pode contrariar "o espírito de memória, unidade e rejeição do extremismo".
Uma petição online reuniu mais de 42 mil assinaturas para impedir que o presidente da câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, esteja presente nas cerimónias de homenagem às vítimas do atentado terrorista do 11 de setembro.
Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova IorquePorter/ AdMedia /MediaPunch
O documento, promovido por alegados familiares de vítimas dos ataques de 2001, apela à comissão do 25.º aniversário para que reconsiderem a participação de Mamdani, alegando que a sua presença poderá contrariar "o espírito de memória, unidade e rejeição do extremismo" que marca as cerimónias anuais.
Na petição, os signatários recordam que os atentados de 11 de setembro foram perpetrados por 19 terroristas ligados à organização extremista islâmica Al-Qaeda, resultando na morte de quase três mil pessoas. Os familiares sublinham que, desde então, milhares de pessoas se reúnem todos os anos para homenagear as vítimas e reafirmar a mensagem de que uma tragédia semelhante não deve voltar a acontecer em solo americano.
Os promotores da iniciativa afirmam que a data constitui um momento de luto profundamente pessoal para os familiares das vítimas e defendem que os participantes nas cerimónias devem demonstrar um compromisso inequívoco com os valores que, na sua perspetiva, orientam a homenagem: o respeito pelos mortos, o reconhecimento da gravidade dos ataques e a rejeição clara de ideologias associadas à violência extremista.
Entre as críticas dirigidas a Zohran Mamdani, a petição aponta alegadas posições públicas e associações consideradas controversas pelos seus autores. Os signatários acusam o autarca de não condenar de forma suficientemente explícita expressões como “globalize the intifada”, uma frase que muitos dos subscritores interpretam como uma legitimação ou normalização da violência.
O documento refere ainda ligações de Mamdani a figuras e organizações que, segundo os autores da petição, terão assumido posições críticas das instituições norte-americanas ou demonstrado uma atitude insuficientemente firme perante ideologias extremistas.
Os familiares mencionam igualmente declarações e escritos do académico Mahmood Mamdani, pai do autarca, que após os ataques de 11 de setembro defendeu que os bombistas suicidas deviam ser analisados como um fenómeno da violência política contemporânea,
Para os signatários, a questão ultrapassa a dimensão política. “Para as famílias do 11 de setembro, este não é apenas um evento público. É um dia profundamente pessoal de luto”, refere o texto, acrescentando que a presença de alguém cujas posições ou associações são vistas como incompatíveis com o propósito da cerimónia poderá "causar sofrimento adicional às vítimas e aos seus familiares".
Petição para impedir Mamdani de estar nos 25 anos do 11 de Setembro reúne 42 mil assinaturas
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