Pelo menos 20 turistas poderão ter morrido devido a vulcão na Nova Zelândia

Lusa , SÁBADO 09 de dezembro de 2019
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Registam-se já cinco mortos e oito desaparecidos. Outras 31 pessoas permanecem hospitalizadas.

Cerca de vinte pessoas poderão ter morrido na erupção de um vulcão hoje numa ilha na Nova Zelândia, pois não há esperança de serem encontrados sobreviventes no local, declarou esta segunda-feira a polícia neozelandesa. Cerca de 50 pessoas visitavam a White Island, no norte da Nova Zelândia, quando o vulcão entrou em erupção repentinamente no início da tarde [hora local] e começou a projetar pedras e cinzas para o ar, disse a polícia.

Durante a tarde de segunda-feira, a polícia atualizou os números, registando-se cinco mortos e oito desaparecidos. Outras 31 pessoas permanecem hospitalizadas. Segundo apontou mais tarde a primeira-ministra, Jacinda Ardeen, os turistas que foram apanhados pela erupção eram australianos, norte-americanos, britânicos, chineses e malaios. A polícia explicou ainda que, apesar de vários voos de reconhecimento para tentar encontrar as pessoas retidas, "nenhum sinal de vida foi observado no local".

<blockquote class="embedly-card"><h4><a href="https://www.sabado.pt/redirect-to?token=EiEnOjA%2FNiB3ZGVhZGBgd2FhZXdlYGRiYmZiYGFramJia2RjYms%3D">Nova Zelândia: Vulcão matou guia turístico. Turistas escaparam por minutos</a></h4><p>O vulcão Whakaari, que entrou esta segunda-feira em erupção numa ilha da costa da Nova Zelândia, matou pelo menos cinco pessoas. A primeira vítima confirmada é um guia turístico, descrito pelo antigo presidente da câmara de Whakatane, Tony Boone, como "um jovem com muita energia que perdeu a vida".</p></blockquote>
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"Com base nas informações disponíveis, não acreditamos que existam sobreviventes na ilha", disse a polícia. O subcomissário da polícia John Tims explicou que a atividade vulcânica torna as operações de resgate muito perigosas. O Exército da Nova Zelândia deve inspecionar a ilha nas primeiras horas de terça-feira.

Como se deu a erupção?
A erupção, ocorrida às 14h11 locais (1h11 em Lisboa) libertou uma espessa nuvem de fumaça branca até uma altura de 3,6 quilómetros. Imagens de um vídeo ao vivo mostraram um grupo de meia dúzia de pessoas andando pela cratera alguns segundos antes das imagens ficarem pretas. Um "número considerável" de vítimas do desastre é de nacionalidade australiana, segundo autoridades de Camberra.

Trinta turistas estavam de férias a bordo do navio "Ovation of the Seas", disse à agência de notícias AFP Kevin O'Sullivan, gerente geral da associação profissional New Zeland Cruise Association. A operadora de navios norte-americana Royal Caribbean - que descreveu a viagem a White Island como "um passeio inesquecível pelo vulcão mais ativo da Nova Zelândia" - disse que "vários dos seus hóspedes estavam a visitar a ilha", mas não deu um número exato.

<blockquote class="embedly-card"><h4><a href="https://www.sabado.pt/redirect-to?token=EiEnOjA%2FNiB3ZGVhZWRhd2FhZXdlYGRiYmZiYGBiYWNiZWZna2A%3D">"Não há sobreviventes" junto ao vulcão que entrou em erupção na Nova Zelândia</a></h4><p>A polícia da Nova Zelândia afirmou que "não acredita" que haja mais sobreviventes da entrada em erupção do vulcão White Island, esta segunda-feira. Cerca de 50 turistas e guias estariam na pequena ilha, a nordeste da cidade de Tauranga na Ilha do Norte, uma das duas principais ilhas da Nova Zelândia.</p></blockquote>
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O navio, que pode acomodar 4.000 pessoas, partiu de Sydney na semana passada para um cruzeiro de 12 dias. Michael Schade, um turista que deixou a ilha antes da erupção, filmou pessoas surpresas na praia e à espera de serem retiradas, além do céu cheio de detritos brancos. Um helicóptero, coberto de cinzas, estava danificado nas proximidades.

Quatro turistas e um piloto que haviam desembarcado de um helicóptero da Volcanic Air pouco antes da explosão foram encontrados, segundo a empresa. "Sabemos que todos os cinco retornaram a Whakatane num dos barcos turísticos", disse um porta-voz da Volcanic Air à AFP.

(atualizado às 18h39 com o número de mortos, feridos e desparecidos)

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