Jihadistas portugueses ficam na Síria após a queda de Raqqa

Jihadistas portugueses ficam na Síria após a queda de Raqqa
Alexandre R. Malhado 05 de novembro de 2017

A libertação de Raqqa obrigou à retirada em massa de jihadistas do EI. Os portugueses ficaram na Síria a apoiar a causa terrorista.


Raqqa já não é a capital 'de facto' do autoproclamado Estado Islâmico. A SDF, uma coligação de forças curdas e árabes, apoiadas pelos Estados Unidos, libertou a cidade, dominada pelo grupo jihadista desde 2014. Com a perda do seu principal bastião, muitos militantes do EI fugiram da Síria - contudo, os portugueses continuam em território sírio a apoiar a causa terrorista.

Ao que apura o semanário Expresso, o pequeno grupo de portugueses e lusodescendentes do EI fugiram para outras zonas da Síria ainda sob o domínio do Estado Islâmico. "Estão separados uns dos outros mas continuam na Síria", assegura ao semanário uma fonte ligada ao processo.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, assim como as secretas, ter-se-ão filiado entre 12 a 15 pessoas com passaporte português. Tal como a SÁBADO apurara em 2015, foram reveladas as identidades de Nero Saraiva, Fábio Poças (AbduRahman Al Andalus), Celso Rodrigues da Costa (Abu Issa Al Andalusi), Edgar Rodrigues da Costa (Abu Zakaria Al Andalusi), Sandro Monteiro, Steve Duarte (Abu Muhajir Al Andalous), Mickael Batista (Omar Al-Fransi), Mickaël dos Santos (Abou Uthman), Joni Parente (Abu Usama al-Firansi), Ângela B. e Dylan Omar (Omar Khattab). Segundo o EI, já morreram quatro portugueses: Abu Juwairiya al-Portughali, conhecido pelo "O Português", Joni Parente, Sandro Monteiro e Mickael Batista.

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