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Irão anuncia acordo com Omã sobre nova rota no Estreito de Ormuz

Lusa 05 de agosto de 2026 às 18:13
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O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão ressalvou que um acordo com Omã não levará, por si só, à reabertura imediata do estreito de Ormuz, argumentando que o bloqueio iraniano foi uma consequência da ofensiva militar dos Estados Unidos.

O Irão chegou a acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no estreito de Ormuz, anunciou esta quarta-feira a diplomacia de Teerão, que avisou no entanto que a conclusão do entendimento não significa a reabertura imediata da estratégica via.

Irão anuncia acordo com Omã sobre nova rota no Estreito de Ormuz
Irão anuncia acordo com Omã sobre nova rota no Estreito de Ormuz AP

"As coordenadas geográficas da rota proposta foram acordadas por ambas as partes e, salvo interferência de terceiros, a declaração conjunta que define os principais pontos do acordo encontra-se em fase final de revisão e redação", declarou Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pela agência noticiosa oficial IRNA.

O porta-voz ressalvou que um acordo com Omã não levará, por si só, à reabertura imediata do estreito de Ormuz, argumentando que o bloqueio iraniano ao tráfego marítimo comercial foi uma consequência da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica e das repercussões de segurança resultantes.

Segundo Baghaei, enquanto o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos se mantiver, juntamente com outras ações que descreveu como "agressivas e ameaçadoras", o estreito não pode ser considerado seguro para a navegação comercial.

As negociações entre o Irão e Omã, dois países que fazem fronteira no estreito de Ormuz, decorrem há dois meses de forma "profissional" e "progressiva", segundo Baghaei, com o objetivo de estabelecer uma rota segura para a navegação comercial e definir um mecanismo para regular o tráfego marítimo, tendo em conta os aspetos técnicos, jurídicos, de segurança e ambientais.

O diálogo entre as autoridades de Teerão e Mascate ocorre após o colapso do memorando de entendimento assinado por Estados Unidos e a República Islâmica em 17 de junho, que previa um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias com vista a um acordo de paz definitivo.

As partes voltaram porém à confrontação militar, com Teerão a repor as restrições no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos bens petrolíferos antes da guerra, e Washington a aplicar novamente um bloqueio naval aos portos iranianos.

O líder da Casa Branca ordenou entretanto uma suspensão dos ataques aéreos alegando que agiu a pedido dos países mediadores e da própria República Islâmica, que no entanto desmente a existência de conversações com Washington mas não com Omã.

Donald Trump afirmou nas últimas horas que o estreito de Ormuz iria reabrir "muito em breve", esperando um acordo hoje ou quinta-feira, sob ameaça do regresso dos ataques aéreos.

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