Ex-amante de D. Juan Carlos lamenta ter sido testa-de-ferro do rei emérito

A empresária alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein acusou o rei emérito de se aproximar dela apenas por residir no Mónaco.

Esta manhã o jornal El Español revelou que D. Juan Carlos I de Espanha usou a sua ex-amante, Corinna zu Sayn-Wittgenstein, como testa-de-ferro para ocultar os seus bens financeiros no Mónaco em 2015. Corinna reside há vários anos neste principado, onde não é necessário declarar publicamente os bens patrimoniais.

A mesma publicação divulgou a fonte da sua peça: alegadas gravações de uma conversa entre Sayn-Wittgenstein e José Manuel Villarejo, um comissário espanhol detido desde 3 de Novembro de 2017 e condenado por organização criminal, suborno e branqueamento de capitais. Villarejo tinha por hábito gravar as conversas com terceiros e o jornal espanhol conseguiu ter acesso a uma delas, presumivelmente.

Na conversa, que também contou com a presença do empresário Juan Villalonga, Sayn-Wittgenstein afirma ter "vivido num pesadelo enorme" porque o então rei colocou parte do seu património nas suas mãos, dando como exemplos propriedades em Marrocos e outros lugares fora de Espanha. Ao colocar as propriedades no nome dela, estas não seriam declaradas às autoridades competentes já que no principado tal não é obrigatório. 

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