Espanha e Itália com novos máximos diários de casos de Covid-19

Lusa 29 de outubro de 2020
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Italianos registaram quase 27 mil novos casos e 217 mortes nas últimas 24 horas, espanhóis confirmaram mais de 23 mil novos casos e 173 óbitos.

Espanha registou hoje 23.580 novos casos de covid-19, um novo máximo desde o início da pandemia, elevando para 1.160.083 o total de infetados no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

Covid-19 Itália
Covid-19 Itália Reuters

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 173 mortes atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 35.639.

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 2.349 pessoas, das quais 443 na Catalunha, o mesmo número na Andaluzia, e 330 em Madrid.

Em todo o país há 17.520 pessoas hospitalizadas com a doença, das quais 2.404 pacientes em unidades de cuidados intensivos.

O nível de incidência acumulada em Espanha subiu hoje para 468 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Navarra (1.172), Melilla (1.290), Aragão (984), Rioja (736), Castela e Leão (735), Catalunha (681), Ceuta (653) e País Basco (554).

O parlamento espanhol aprovou hoje a prorrogação do estado de emergência para lutar contra a pandemia de covid-19 durante seis meses, até 09 de maio de 2021.

A medida que já está em vigor desde o último domingo, mas que o Governo só podia decretar durante duas semanas, foi aprovada por uma maioria confortável de 194 votos a favor, 53 contra e a abstenção de 99 deputados.

O estado de emergência para tentar contrariar a progressão da pandemia em Espanha estabelece o recolher obrigatório, menos nas Canárias, das 23:00 às 06:00, podendo cada uma das comunidades autónomas adiantar ou atrasar a medida em uma hora.

A medida também outorga a cada uma das regiões espanholas os instrumentos jurídicos necessários para decidir medidas como o confinamento de zonas do seu território, municípios ou mesmo toda a comunidade autónoma.

Por outro lado, o Governo regional de Madrid decidiu confinar a população da região nos próximos dois fins de semana, que são prolongados até segunda-feira devido a dois feriados, como forma de luta contra a pandemia de covid-19.

A presidente desta comunidade autónoma espanhola que tem 6,7 milhões de habitantes, Isabel Díaz Ayuso, defendeu que queria "fechar" a região "apenas os dias imprescindíveis" para impedir a habitual deslocação de milhões de madrilenos nestas ocasiões.

O executivo regional de direita mantém assim o braço de ferro com o Governo central socialista que defende confinamentos regionais mais prolongados, apesar de o setor da saúde ser competência das comunidades autónomas.

A região onde se encontra a capital espanhola afasta-se assim da maioria das comunidades autónomas do país, que nos últimos dias têm anunciado confinamentos ao nível de toda a comunidade e/ou também ao nível dos seus concelhos.

Itália com recorde: registou quase 27 mil infetados num dia

A Itália registou 26.831 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde que coincide com o maior número de testes realizados, e 217 óbitos, segundo o boletim de hoje do Ministério da Saúde.

Este é o maior aumento de contágios que eleva o total de infetados para 616.595 desde início da crise sanitária em Itália, no final de fevereiro, mas agora são realizados muitos mais exames de diagnóstico do que naquela altura, com mais de 200.000 feitos pela primeira vez.

O número de 217 mortes é o segundo maior desde meados de maio, na terça-feira foram 221, e isso significa que as fatalidades em Itália provocadas pelo vírus são 38.122 desde fevereiro.

Os pacientes com covid-19 continuam a aumentar e são atualmente quase 300.000 pessoas infetadas, a grande maioria isolada nas suas casas com sintomas leves ou sem sintomas.

A situação hospitalar preocupa porque a pressão não para, com um aumento de internamentos de 1.098 nas últimas 24 horas, para um total de 17.615, das quais 1.651 estão em unidades de cuidados intensivos, mais 115 do que na quarta-feira.

A região mais afetada continua a ser a Lombardia, que soma 7.339 novos casos, a maioria na capital Milão e Monza, seguida pela região da Campânia, com 3.103, e Piemonte, 2.585.

O presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli, assessor do governo na crise, defendeu hoje que a preparação do país "agora não é comparável à de março", porque agora já se sabe como combater o vírus e, sobretudo, há mais meios.

Atualmente, a idade média dos pacientes com covid-19 no país é de cerca de 42 anos e há ainda cerca de 5.000 vagas nas unidades de cuidados intensivos. A maioria das pessoas hospitalizadas nessas unidades supera os 65 anos e têm outras doenças.

No entanto, Locatelli alertou que há "exceções" e casos de jovens que necessitam de cuidados intensivos, por isso pediu para não se sentirem imunes.

Por outro lado, tentou explicar porque desta vez o foco está em Lombardia e não em Bérgamo, a área mais afetada na primeira vaga, e segundo o próprio, isso deve-se a uma "memória social", à qual os habitantes aprenderam-se a proteger melhor, e a uma "memória imunológica" que foram capazes de desenvolver.

Locatelli falou de uma futura vacina que acredita que só estará disponível a partir da próxima primavera e defendeu as terapias com anticorpos monoclonais como as "mais promissoras" para lidar com o novo coronavírus no corpo humano.

Para enfrentar esta segunda vaga, a Itália, em estado de emergência até 31 de janeiro de 2021, encerrou cinemas, teatros, piscinas e ginásios, assim como bares e restaurantes durante a noite, sendo que várias regiões impuseram toque de recolher noturno.

Especialistas e analistas questionam se será possível evitar um novo confinamento geral do país, especialmente depois do imposto na quarta-feira em França, embora o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, continue a considerá-lo a última alternativa.

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