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Cuba muda sob pressão: as reformas económicas e o peso de Washington

Fragilizada por crises sucessivas e sob o peso das sanções norte‑americanas, Cuba volta a mexer na sua economia. O presidente Miguel Díaz‑Canel anunciou uma nova reforma económica, uma resposta que, como explica o politólogo José Filipe Pinto, representa “uma tentativa desesperada de Díaz‑Canel de evitar uma intervenção política dos Estados Unidos”.

Cuba prepara-se para uma nova fase de mudanças económicas num momento de forte pressão interna e externa. O presidente Miguel Díaz-Canel revelou, num comunicado ecoado pelos meios de comunicação social estatais, que o país irá lançar um pacote de reformas cujo principal objetivo é atrair investimento de cubanos residentes no estrangeiro. Trata-se de mais um sinal de abertura do regime, que, há cinco anos, já tinha permitido a atividade de empresas privadas. Uma mudança que, como explica o politólogo José Filipe Pinto à SÁBADO, surge como resposta a uma crise “alarmante”.

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