Covid-19: Rússia regista recorde de 135 mortes em 24 horas

Lusa 20 de maio de 2020
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Autoridades russas sublinham há vários dias que o declínio da doença já começou no país, mas número de novos casos só baixou pela primeira vez esta quarta-feira.

A Rússia registou 135 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um recorde, mas pela primeira vez o número de pessoas doentes diminuiu no país, segundo dados oficiais hoje divulgados.

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russia coronavirus REUTERS/Evgenia Novozhenina

Um total de 2.972 pessoas morreram entre os 308.705 casos detetados na Rússia desde o início da epidemia.

A situação parece estar a estabilizar-se, no entanto, de acordo com as autoridades, que pela primeira vez relatam uma queda no número de doentes (-633), com 220.341 pacientes em comparação com 220.974 no dia anterior.

No total, o número de pessoas consideradas curadas é 85.392.

Com 8.764 novos casos registados em 24 horas, a Rússia contabiliza o menor total diário desde o início de maio.

As autoridades russas sublinham há vários dias que o declínio da doença já começou no país.

O primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, que reassumiu as suas funções no Governo na terça-feira após três semanas de convalescença devido à covid-19, declarou na segunda-feira que a Rússia "interrompeu o crescimento" das infeções.

Com 308.705 pacientes, a Rússia continua a ser o segundo país do mundo em número de contaminações, atrás dos Estados Unidos e à frente do Brasil, onde a pandemia está em forte progressão.

Os críticos, no entanto, questionam a realidade da baixa taxa de mortalidade em comparação à Europa Ocidental ou aos Estados Unidos, acusando a Rússia de subestimar o número de mortes.

As autoridades rejeitaram essas acusações, afirmando que só listam as mortes cuja causa principal é o novo coronavírus, quando outros países incluem neste relatório quase todas as mortes de pacientes que testaram positivo para o vírus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 320 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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