O chefe do Governo canadiano disse que o país não pode aceitar a proposta de acordo comercial apresentada pela administração norte-americana de Donald Trump e evitar as tarifas.
O Canadá vai retaliar contra as novas tarifas norte-americanas, impondo direitos aduaneiros sobre o aço, equipamentos eletrónicos e produtos lácteos comprados aos Estados Unidos da América a partir de 08 de setembro, anunciou este sábado o primeiro-ministro, Mark Carney.
Primeiro-ministro canadiado, Mark CarneyPatrick Doyle/The Canadian Press via AP
O chefe do Governo canadiano disse que o país não pode aceitar a proposta de acordo comercial apresentada pela administração norte-americana de Donald Trump e evitar as tarifas, garantindo que não cederá e anunciando medidas de retaliação.
Na primeira aparição à imprensa desde o fracasso das negociações comerciais com os Estados Unidos, em Otava, Carney disse que as tarifas canadianas vão visar produtos em setores de atividade como o aço, os laticínios, os eletrodomésticos e a eletrónica, equiparando-se às taxas aduaneiras de 50% que Washington começou a impor hoje sobre cerca de 24.000 milhões de dólares de exportações canadianas.
Carney disse que, embora o país "não consiga controlar a tempestade que sopra de Washington", pode "traçar um novo rumo" através da "diversificação" das suas relações comerciais.
O primeiro-ministro canadiano disse que alertou Trump para a importância crucial do Canadá enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos.
"O Canadá impulsiona o crescimento norte-americano ao fornecer 99% das importações de gás natural, 85% das importações de eletricidade e 60% das importações de petróleo bruto", sublinhou.
Os dois países enfrentarem o risco de uma guerra comercial, depois de décadas em que o Canadá construiu teve um amplo acesso ao mercado norte-americano.
Carney antecipou esta mudança na relação entre os dois países no Fórum Económico Mundial em Davos, em janeiro, quando afirmou que o mundo estava a passar por "uma rutura, não por uma transição". Na altura, defendeu a necessidade de os países fortalecerem as suas economias internamente para reduzirem os riscos perante coerção económica.
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