Secções
Entrar

Ucrânia: Rússia admite escassez de gasolina na Crimeia após ataques ucranianos

Lusa 01 de junho de 2026 às 14:32

O governador da Crimeia, Serguei Aksionov, assegurou que a situação deverá estabilizar no prazo de 30 dias.

O Kremlin admitiu esta segunda-feira um problema de escassez de combustível na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, onde a venda de gasolina foi restringida após ataques ucranianos à rede logística.

Serguei Aksionov, o governador da Crimeia, com Vladimir Putin AP

"Os problemas atuais têm solução. São questões prioritárias. O Governo está a trabalhar a todos os níveis para resolver o problema", declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.

Em plena preparação da época turística, os postos de abastecimento da Crimeia começaram, desde sexta-feira, a limitar a 20 litros por cliente a quantidade de combustível vendida, na sequência dos ataques ucranianos à estrada que liga o norte da região, através de território ucraniano ocupado por Moscovo, à área russa de Rostov.

Entretanto, o governador da Crimeia, Serguei Aksionov, assegurou que a situação deverá estabilizar no prazo de 30 dias.

No porto de Sebastopol, o racionamento de gasolina de 92 e 95 octanas começou no domingo através de cupões, anunciou o governador da cidade, Mikhail Razvozhaiev, devido a interrupções no abastecimento que tiveram início na passada sexta-feira por "problemas logísticos".

As restrições provocaram longas filas nos postos de combustível da região banhada pelos mares Negro e de Azov, tendo responsáveis políticos admitido que o combustível disponibilizado se esgotou em poucas horas no sábado.

Desde o meio-dia de hoje, muitos postos de abastecimento da península ficaram sem gasolina de 92 octanas, segundo meios de comunicação locais.

As últimas restrições ao abastecimento de combustível ocorreram há cerca de seis meses, quando as interrupções no fornecimento se prolongaram durante várias semanas.

Por isso, espera-se que os automobilistas atuem como em ocasiões anteriores, transportando combustível em recipientes nos seus veículos particulares a partir de regiões russas.

Estima-se que, em 2026, este tradicional destino de férias da antiga União Soviética receba até 7,5 milhões de turistas, sendo a acessibilidade e os transportes os principais desafios enfrentados pelos visitantes.

Perante a inexistência de ligações aéreas, a península encontra-se apenas ligada ao território russo através da ponte que a une, a leste, à Rússia, o que provoca frequentes congestionamentos, uma vez que a infraestrutura foi já várias vezes alvo de ataques ucranianos.

Artigos Relacionados
Artigos recomendados
As mais lidas