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Quem é Jimmy Lai, o magnata pró-democracia de Jong Kong condenado a 20 anos de prisão?
Em dezembro o empresário de 78 anos já tinha sido condenado por conspiração.
Jimmy Lai, ex-magnata dos meios de comunicação em Hong Kong que se tornou um ativista pró-democracia e crítico de Pequim foi condenado esta segunda-feira a vinte anos de prisão, a pena mais longa já aplicada sob a lei de segurança nacional imposta pela China.
Foto AP/Kin Cheung, Arquivo
Fugiu da China e tem “um ódio feroz" ao Partido Comunista Chinês
Lai fundou o Apple Daily, em 1995, conhecido pelas reportagens críticas aos governos de Hong Kong e de Pequim e desde então que passou a ser considerado um herói pelo movimento pró-democracia. Fazia duras críticas ao Partido Comunista Chinês segundo o Supremo Tribunal, nutria mesmo “um ódio feroz” e tinha “uma obsessão em mudar os valores do partido para os do mundo ocidental”. Foi aos doze anos que fugiu da China – num barco de pesque que partilhou com cerca de 80 migrantes - e se mudou para Hong Kong, que ainda era uma colónia britânica, na nova cidade encontrou uma terra de oportunidades onde conseguiu ter sucesso e nunca esqueceu o que a avó lhe pedia: “Tens de te tornar um homem de negócios, mesmo que vendas apenas amendoins temperados”. Antes disso já o seu pai se tinha mudado para a cidade costeira e a sua mãe foi enviada para um campo de trabalhos forçados. Em Hong Kong foi contratado por uma fábrica de luvas e foi nesse trabalho que um dos seus colegas o ensinou a falar inglês, com pouco mais de vinte anos já administrava uma fábrica do setor têxtil e aos 27 abriu a sua primeira fábrica, a Comitex Knitters. Em 1981 fundou a cadeia de lojas de roupas Giordano, que se tornou pioneira no segmento de fast-fashion e chegou a vender camisolas com fotos dos líderes de protestos pró-democracia e slogans anti-Pequim. As críticas ao regime fizeram com que, entre 1994 e 1996, a loja principal da Giordano em Pequim e 11 franquias em Xangai fechassem pelo que Lei decidiu vender as suas ações e renunciar ao cargo de presidente do conselho. "Se eu continuar apenas a ganhar dinheiro, isso não significa nada para. Mas se entrar no ramo da imprensa, poderei fornecer informação, que é escolha, e escolha é liberdade", referiu num documentário de 2007 sobre o que motivou a sua escolha.Reações internacionais à condenação
Claire Lai, filha do ativista, considerou esta segunda-feira que “se a sentença for executada, ele vai morrer como um mártir atrás das grades” enquanto o seu irmão considerou que o caso demonstra “a destruição total do sistema jurídico de Hong Kong e o fim da justiça”. Seis ex-executivos do Apple Daily e dois ativistas também foram condenados na segunda-feira, com penas que variam de seis anos e três meses a 10 anos. O caso está a ser bastante criticado por governos estrangeiros. Donald Trump, que também tem atacado a imprensa, disse com pediu a Xi Jinping que “considerasse a libertação” de Lai enquanto o primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer relembro que Jimmy Lai é um cidadão britânico. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês considerou Jimmy Lai um dos principais responsáveis por uma série de atividades desestabilizadoras contra a China e pediu aos “países relevantes” que respeitem o Estado de Direito. A União Europeia também condenou a sentença afirmando: "A UE deplora a severa pena de prisão de 20 anos imposta ao cidadão britânico e empresário dos media Jimmy Lai". Segundo o serviço diplomático do bloco europeu, "a UE reitera o seu apelo à libertação imediata e incondicional de Jimmy Lai, tendo também em conta a sua idade avançada e o seu estado de saúde".Artigos Relacionados
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