Ex-magnata de Hong Kong Jimmy Lai não recorre de condenação a 20 anos de prisão
A 9 de fevereiro, o fundador do extinto jornal Apple Daily foi condenado a uma pena total de 20 anos de prisão por conluio com o estrangeiro e publicação sediciosa.
A 9 de fevereiro, o fundador do extinto jornal Apple Daily foi condenado a uma pena total de 20 anos de prisão por conluio com o estrangeiro e publicação sediciosa.
A decisão representa uma vitória surpreendente para Lai, fundador do extinto jornal Apple Daily, atualmente com 78 anos.
Em dezembro o empresário de 78 anos já tinha sido condenado por conspiração.
Ex-magnata da imprensa pró-democracia de Hong Kong e crítico de Pequim foi condenado ao abrigo da lei de segurança nacional imposta pela China.
A justiça da região chinesa considerou hoje Jimmy Lai culpado do crime de "publicações sediciosas" relativas a 161 artigos, incluindo editoriais assinados com o seu nome no Apple Daily, jornal pró-democracia que fundou e atualmente está banido.
Julgamento do empresário de comunicação social está previsto ser retomado a 20 de novembro. Lai cumpre atualmente uma pena de cinco anos e nove meses de prisão por duas acusações de fraude e também foi condenado a 20 meses de prisão por participar em protestos pró-democracia "não autorizados" em 2019 e 2020.
Miúdo pobre que chegou num barco aos 12 anos, multimilionário do têxtil, magnata dos média e ativista pela liberdade, pela qual perdeu tudo, pode ser condenado a prisão perpétua, num julgamento para servir de exemplo.
Arrancou o julgamento do fundador do jornal pró-democracia de Hong Kong. Lai, de 76 anos, é acusado de sedição e "conluio com forças estrangeiras".
Em causa estará a violação da Lei da Segurança Nacional de Hong Kong, que pune a cisão com o regime político e o acordo com forças estrangeiras.
O Governo de Hong Kong confirmou a detenção de duas pessoas pelo crime de "conspirar com forças estrangeira" e assim "colocar em risco a segurança nacional".
Pela primeira vez em mais de 50 anos, o território não irá exibir a entrega de prémios de cinema, para o qual está nomeada a curta-metragem "Do Not Split", sobre os protestos pró-democracia no país, e que valeu a censura do governo chinês.
Zhang Zhan viajou para Wuhan para reportar sobre o surto da covid-19, mas desapareceu, em maio, sendo mais tarde revelado que foi detida pela polícia em Xangai.
Jimmy Lai é acusado de de conluio com grupos estrangeiros para colocar em risco a segurança nacional de Hong Kong, devido a tweets e comentários.
Tsz Lun Kok tem nacionalidade portuguesa e chinesa. Grupo de 12 ativistas foi detido quando se dirigia para Taiwan.
Governo dizes tar a acompanhar o caso de Kok Tsz Lun, "mantendo contactos com o seu advogado e com as autoridades chinesas competentes".
Jimmy Lai, de 72 anos, é o proprietário de duas publicações pró-democracia frequentemente críticas de Pequim, o diário Apple Daily e o Next Magazine.