Pugilista de 19 anos executado no Irão por envolvimento em protestos contra o regime
Três manifestantes foram mortos pelo regime iraniano pela sua participação nos protestos.
A guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra o Irão não impediu o país de continuar a reprimir os seus opositores, levando até a uma maior violência nos métodos utilizados. Nas últimas horas, o regime islâmico executou três pessoas por enforcamento e entre elas estava Saleh Mohammadi, um lutador de 19 anos que estava acusado de ter matado um agente policial. Os outros dois executados são Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi.
Segundo as informações obtidas por ONGs de direitos humanos, Mohammadi foi acusado de matar um polícia durante os protestos generalizados contra o regime em novembro passado, mas a sentença apenas dizia que o seus crimes eram "inimizade contra Deus" e ser um agente estrangeiro. A execução deveria ser pública, mas fontes iranianas indicam que os condenados foram enforcados à porta fechada numa prisão na cidade de Qom, considerada sagrada pelos persas.
O praticante de luta-livre (que competia a nível nacional e tinha até participado em torneios internacionais) negou todas as acsusações em tribunal e familiares afirmaram que a sua confissão foi obtida depois de ter sido torturado.
Membros da comunidade de luta-livre iraniana vieram também a público dizer que Mohammadi nunca havia sido violento.