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Navios da Marinha dos EUA atravessam estreito de Ormuz para iniciar remoção de minas

Diogo Barreto , Lusa 11 de abril de 2026 às 19:05

A marinha norte-americana iniciou este sábvado o processo de criação de uma nova rota pelo estreito durante o cessar-fogo com o Irão.

Dois navios da marinha norte-americana atravessaram hoje o estreito de Ormuz para começar a "criar condições" para a remoção das minas colocadas pelo Irão, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Irão alarga controlo sobre o Estreito de Ormuz AP

Os dois contratorpedeiros operaram no âmbito de "uma missão mais ampla destinada a garantir que o estreito esteja totalmente livre das minas marítimas anteriormente colocadas pela Guarda Revolucionária Iraniana", precisou o CENTCOM num comunicado publicado na rede social X.

O comandante do CENTCOM, o almirante Brad Cooper, afirmou que a marinha norte-americana iniciou assim o processo de criação de uma nova rota pelo estreito.

"Demos início ao processo de criação de uma nova rota e, em breve, partilharemos este corredor seguro com o setor marítimo, a fim de incentivar o livre fluxo do comércio", afirmou o almirante citado no mesmo comunicado.

Nos próximos dias, forças adicionais dos Estados Unidos, incluindo drones subaquáticos, irão juntar-se aos esforços de remoção, acrescentou a nota.

Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária iraniana partilhou um mapa com rotas alternativas para a navegação no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha afirmado hoje que os Estados Unidos tinham iniciado o desbloqueio do estreito de Ormuz, acusando novamente vários países de não estarem a fazer o suficiente para garantir a segurança desta importante via.

"Estamos agora a iniciar o processo para desobstruir o estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo a China, o Japão, a Coreia do Sul, a França, a Alemanha e muitos outros", escreveu o Presidente norte-americano, Donald Trump, na sua plataforma Truth Social.

Trump acusou ainda aqueles países de não terem "a coragem ou a vontade de fazer eles próprios o trabalho".

O Presidente republicano atacou ainda os meios de comunicação social, que, segundo ele, afirmam que o Irão está a ganhar a guerra contra os Estados Unidos, "quando na realidade todos sabem que estão a perder, e a perder feio".

"A única coisa a favor deles é a ameaça de que um navio possa 'atingir' uma das suas minas navais" no estreito, reconheceu, ao mesmo tempo que afirmou que "todos os seus 28 navios minadores estão no fundo do mar" desde os ataques norte-americanos.

Neste momento encontram-se no Paquistão delegações dos Estados Unidos e do Irão para negociar o fim do conflito.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.

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