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Morreu Robert Mueller, antigo diretor do FBI que investigou interferência russa nas eleições de 2016

Gabriela Ângelo 21 de março de 2026 às 18:34

Mueller assumiu o cargo de diretor do FBI apenas uma semana depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e os seus agentes antiterroristas foram os primeiros a denunciar os abusos nas prisões secretas da CIA.

Robert Mueller, antigo diretor do FBI que investigou a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, morreu esta sexta-feira. Tinha 81 anos. 

Robert Mueller morreu aos 81 anos AP

Segundo o jornal norte-americano , a família confirmou a notícia em comunicado mas não especificou o local ou a causa de morte. 

Mueller assumiu o cargo de diretor do FBI apenas uma semana depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A partir desse momento a prioridade do Departamento passou da resolução de crimes internos para a prevenção de terrorismo. 

Os seus agentes antiterroristas foram os primeiros a denunciar os abusos nas prisões secretas que a CIA tinha estabelecido após o 11 de setembro para deter, interrogar e, em alguns casos, torturar suspeitos de terrorismo.

O Departamento de Justiça nomeou Mueller conselheiro especial a 17 de maio de 2017, oito dias depois de Trump ter demitido o diretor do FBI, James B. Comey, que estava a investigar as interações entre a campanha de Trump e uma operação secreta russa para o ajudar a conquistar a Casa Branca.

Um relatório publicado em abril de 2019 identificou contactos entre a campanha de Trump e a Rússia, mas não alegou a existência de uma conspiração criminosa, segundo a agência noticiosa Associated Press (AP). Mueller expôs detalhes sobre os esforços de Trump para assumir controlo da investigação e até mesmo para a terminar, embora se tenha recusado a determinar se o presidente tinha infringido a lei. A política do FBI proíbe a acusação de um presidente em exercício. 

Em reação à morte de Mueller, Trump partilhou nas redes sociais que estava "contente por ele estar morto", acrescentando que agora "ele já não pode fazer mal a pessoas inocentes". 

Em atualização

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