Médio Oriente: Líbia bloqueia passagem a caravana humanitária para Gaza
A caravana - na qual participam médicos, engenheiros, professores e jornalistas, entre outros - partiu na passada sexta-feira e encontra-se atualmente na zona oeste da Líbia.
As autoridades que controlam o leste da Líbia informaram que não permitirão a passagem pelo seu território dos ativistas estrangeiros da caravana humanitária que partiu da Argélia com destino a Gaza.
A decisão surge após o Cairo ter decidido proibir a entrada terrestre no Egito de estrangeiros daquela caravana, à exceção daqueles que tenham nacionalidade líbia.
O Executivo do leste da Líbia, tutelado pelo marechal Khalifa Haftar, informou na quinta-feira, em comunicado, que as autoridades egípcias exigiram aos ativistas, provenientes de países do norte de África, assim como da Europa e da Ásia, "utilizar os espaços aéreos" e "obter previamente as autorizações necessárias".
A caravana - na qual participam médicos, engenheiros, professores e jornalistas, entre outros - partiu na passada sexta-feira e encontra-se atualmente na zona oeste da Líbia.
A missão humanitária é composta por mais de 20 autocarros, 50 camiões carregados de suprimentos, dez ambulâncias para prestarem apoio na área da saúde e duas dezenas de casas móveis, tipo caravana, destinadas a pessoas cujas habitações ficaram destruídas na guerra.
As autoridades, que valorizaram a iniciativa humanitária e afirmaram que "reflete o espírito de solidariedade e apoio ao firme povo palestiniano", asseguraram que coordenarão com a Crescente Vermelho da Líbia para entregar a ajuda humanitária em nome da caravana.
Os ativistas iniciaram a viagem, apesar de, em junho de 2025, uma caravana semelhante, que partiu da Tunísia, ter sido então bloqueada pelas forças do marechal Haftar, sem conseguir chegar ao destino definido.
Esta mobilização terrestre coincide com a nova iniciativa marítima da Frota Global Sumud, composta por 54 embarcações, que partiu na quinta-feira da Turquia, onde realizou uma escala técnica antes de continuar a sua missão humanitária para Gaza.