Manifestantes incendeiam Tesla e partem janelas de escritório da ONU em protesto contra o G7
Milhares de pessoas protestaram este domingo contra o G7 para criticar o capitalismo.
A polícia de Genebra lançou este domingo gás lacrimogéneo contra manifestantes que incendiaram um Tesla e partiram janelas de uma agência das Nações Unidas, em protestos contra o G7, avançou a agência de notícias Reuters.
Cerca de 20 mil pessoas reuniram-se este domingo numa marcha inicialmente pacífica, mas mais tarde esta marcha acabou por se converter em fortes protestos que serviram para criticar o capitalismo. Além de terem incendiado um Tesla e de terem partido janelas, os manifestantes arrancaram também pedras do chão para atirar contra a polícia. Durante os confrontos, era possível ouvir crianças a chorar, reportou a Reuters ao citar testemunhas.
Em Genebra, os centros comerciais foram até vedados e centenas de polícias foram mobilizados para as ruas.
"Esta é uma tentativa de assustar os manifestantes, de intimidar as pessoas e desencorajá-las a sair para protestar", disse Mattia Piccard que se irritou com a presença policial nas ruas.
Protestos durante reuniões do G7 têm sido cada vez comuns ao longo dos anos. Muitos manifestantes têm aproveitado essas oportunidades para criticarem o capitalismo, a globalização, as mudanças climáticas e a desigualdade.
"Para mim, é um encontro de ricos que mostra mais uma vez como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para trás", disse a manifestante Pippa Saugy citada pela Reuters.
Estes confrontos, que coincidem com as reuniões do G7, acontecem também cerca de uma semana depois do dono da Tesla, Elon Musk, se ter tonado no primeiro trilionário do mundo.
A cúpula do G7 acontecerá de 15 a 17 de junho em Évian-les-Bains, França, e reunirá líderes franceses, do Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Europeia. As guerras no Médio Oriente e na Ucrânia deverão dominar a agenda.