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Irão: Mais de mil cidadãos da UE repatriados em voos organizados por Bruxelas

Lusa 06 de março de 2026 às 12:28

Até quinta-feira, "foram 10 os voos que trouxeram cidadãos de volta à Europa".

Mais de 1.000 cidadãos da União Europeia (UE) foram repatriados do Médio Oriente até agora em 10 voos organizados pela Comissão Europeia, após 17 Estados-membros, incluindo Portugal, terem ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Avião da Lufthansa aterra, após repatriação de cidadãos da UE do Irão Hannes P. Albert/dpa via AP

"Confirmo que Portugal ativou ontem [quinta-feira] ao final da tarde o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e outros países também tomaram as mesmas medidas. Nesta fase, temos 17 países que já ativaram o mecanismo, o que significa que está em curso uma grande operação e que estamos a trazer cidadãos europeus de volta à Europa", disse a porta-voz do executivo comunitário para a área da Preparação, Eva Hrncirova.

Questionada pela Lusa na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que, até quinta-feira, "foram 10 os voos que trouxeram cidadãos de volta à Europa, o que equivale a mais de 1.000 passageiros".

Estes países são, além de Portugal, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, França, Itália, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Países Baixos, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia.

"Se é um cidadão do Médio Oriente e gostaria de regressar a casa, na Europa, isso significa que, se é um cidadão europeu, nunca estará sozinho numa situação de crise porque estamos sempre aqui para o ajudar. Pode embarcar num avião oferecido por outro Estado-membro, o que é coordenado pelas autoridades consulares", assinalou Eva Hrncirova.

Portugal ativou na quinta-feira ao final da tarde o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente.

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu à Comissão Europeia para organizar voos de repatriamento, disponibilizando-se a oferecer lugares a outros Estados-membros.

Cerca das 05:00 de hoje (hora local) aterrou no Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o avião militar com 39 passageiros que faz parte de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

Um outro avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, aterrou em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

O Centro de Coordenação da Resposta a Emergências da Comissão Europeia coordena logisticamente os voos oferecidos pelos Estados-membros, cabendo ao executivo comunitário realizar contactos com as delegações da UE e as autoridades consulares.

Para além dos esforços de coordenação, Bruxelas pode pagar parte dos custos financeiros dos voos de repatriamento, sendo que até 75% das despesas elegíveis dos voos podem ser reembolsados pela UE se pelo menos 30% dos lugares disponíveis forem oferecidos a cidadãos de outros países da UE.

Se nenhum país puder ajudar um outro que peça apoio para retirar os seus cidadãos, a instituição cobre tais despesas em 100%.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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