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Dez pessoas condenadas por cyberbullying contra Brigitte Macron

Sofia Parissi 05 de janeiro de 2026 às 13:47

"Quero ajudar os adolescentes a lutar contra o bullying, e se eu não der o exemplo, será difícil", diz a primeira-dama francesa.

Um tribunal de Paris condenou 10 pessoas por cyberbulling contra Brigitte Macron. As condenações estão relacionadas com a disseminação nas redes sociais de falsas alegações sobre o sexo da primeira-dama francesa. 
Brigitte Macron alvo de cyberbullying: dez condenados por ataques online Ludovic Marin, Pool photo via AP, File
De acordo com a agência noticiosa norte-americana Associated Press, o tribunal citou comentários "particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos" para justificar as penas. As teorias disseminadas online colocavam a hipótese de Brigitte Macron ser uma pessoa transgénero - que nascera um homem e transacionara para uma mulher - e também diziam respeito à diferença de idade de 24 anos entre a primeira-dama e o presidente francês. Os arguidos, oito homens e duas mulheres com idades entre 41 e 60 anos, foram condenados a penas de prisão suspensas até 8 meses, à exceção de um culpado que não compareceu em tribunal e recebeu uma pena de seis meses de prisão efetiva, avançou a . Além disso, alguns dos arguidos foram proibidos de utilizarem redes sociais. A arguida Amandine Roy, de 51 anos, que diz ser vidente, foi condenada a seis meses de pena suspensa por desempenhado um papel importante na disseminação das teorias, de acordo com as autoridades. 
No domingo, em entrevista ao canal de televisivo francês TF1, a primeira-dama explicou que iniciou este processo judicial para "dar o exemplo" na luta contra o assédio. "Quero ajudar os adolescentes a lutar contra o bullying, e se eu não der o exemplo, será difícil", disse, citada pelo jornal . O caso surgiu devido às várias teorias da conspiração que foram alimentadas online ao longo dos últimos anos e que, além dos comentários já referidos, também alegam que Brigitte Macron nasceu com o nome Jean-Michel Trogneux, o nome do seu irmão.  "Ela [Brigitte Macron] não consegue ignorar as coisas horríveis que dizem sobre ela", disse Tiphaine Auzière, filha da primeira-dama, em tribunal, citada pela Associated Press. A primeira-dama não esteve presente em tribunal. O casal Macron casou-se em 2007, anos depois de se terem conhecido numa escola secundária, onde Brigitte era professora e Emmanuel era aluno. Os Macron também avançaram com um processo judicial por difamação nos EUA contra a influenciadora digital de direita, Candice Owens, por alegações sobre o género da primeira-dama. Estas teorias começaram a ser disseminadas online por volta de 2017, quando Macron foi eleito pela primeira vez.
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