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Como é que Israel pode responder ao reconhecimento da Palestina por parte dos seus aliados?
Benjamin Netanyahu tem sugerido que o reconhecimento da Palestina vai originar uma resposta unilateral que pode incluir a anexação de partes da Cisjordânia.
A França e a Arábia Saudita esperam que a Assembleia Geral das Nações Unidas, que está a decorrer em Nova Iorque, leve a comunidade internacional a focar-se na solução dos dois Estados para tentar resolver o conflito israelo-palestiniano. Para isso vários países ocidentais, tradicionalmente aliados de Israel, incluindo Portugal, Canadá, Austrália e o Reino Unido, estão a juntar-se à maioria global dos Estados, quase 150 países, que já reconheceram a Palestina.
Reconhecimento da Palestina por aliados gera resposta de Israel
AP Photo/Nasser Nasser, File
Uma solução de dois Estados que nunca foi alcançada
A criação de um estado palestiniano em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia e em Gaza tem sido considerada, nas últimas décadas, como a única forma de resolver o conflito, que começou há mais de um século. A ideia tem por base que a existência de um Estado palestiniano permite que Israel exista enquanto democracia com maioria judaica e que os palestinianos possam ter um território onde vivam sem o controlo israelita. As negociações de paz negociações de paz do início da década de 1990 fracassaram, incluindo os Acordos de Oslo, apesar da aparente iniciativa de reconciliação devido à violência que se sentia, tanto nos territórios palestinianos como nos israelitas, e que levou à expansão dos colonatos israelitas. Desde que Netanyahu regressou ao poder, em 2009, não existiram mais iniciativas ou negociações para a paz ou para a solução dos dois Estados. Na realidade as relações diplomáticas piorarem desde então uma vez que Israel anexou Jerusalém Oriental, que deveria fazer parte do Estado palestiniano, e passou a considerá-la como a capital e aprovou a construção de mais colonatos.O plano para o pós-guerra
A França e a Arábia Saudita desenvolveram um plano faseado com vista a acabar com o conflito através do estabelecimento de um estado desmilitarizada governado pela Autoridades Palestiniana com apoio internacional. O plano prevê o fim de imediato da guerra em Gaza, o regresso de todos os reféns e a retirada completa de Israel, mas o Hamas teria de entregar a liderança do enclave a um comité independente, sob alçada da Autoridade Palestiniano, e depor as armas. O Hamas já concordou em ceder o controlo de Gaza, mas não em depor as armas. À comunidade internacional caberia ajudar a Autoridade Palestiniana a reconstruir Gaza e a governar o Estado da Palestina, possivelmente até recorrendo a forças de manutenção da paz. No início deste mês os membros das Nações Unidas aprovaram uma resolução não vinculativa batizada de “Declaração de Nova York” relativa a este plano. É esperado que com a paz em Gaza outros países árabes e muçulmanos normalizassem as relações com Israel, tal como é o caso da própria Arábia Saudita. No entanto este plano deixou de fora algumas das questões mais importantes do pós-conflito como as linhas de fronteiras finais, a solução para os colonatos, o regresso dos refugiados palestinianos de conflitos passados e a situação de Jerusalém. O plano prevê a realização de eleições palestinianas dentro de um ano, mas o presidente Mahmoud Abbas adiou as eleições anteriores utilizando como desculpa as restrições israelitas e ignorando que muitos palestinianos veem a Autoridade Palestiniana de ser corrupta e autocrática.
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