Comissária para o Alargamento da UE diz que Europa atrai cada vez mais outros países
Marta Kos diz refere que não só pretendem aderir ao bloco como cooperar, dando o exemplo do Canadá.
A comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, disse esta quarta-feira que a Europa está a tornar-se cada vez mais atraente para países terceiros, que não só pretendem aderir ao bloco como cooperar, dando o exemplo do Canadá.
"A Europa nunca foi tão atraente como é hoje", afirmou a comissária durante uma visita a Oslo.
"Quando falo de atratividade, não me refiro apenas a tornar-se ou não membro da União. Refiro-me à vontade de trabalhar mais de perto connosco ou de explorar outras formas de cooperação que ainda não considerámos, como acontece com o Canadá, referiu.
Marta Kos respondia a uma questão sobre uma possível perda de atratividade da UE após a rejeição, no final de agosto, da Islândia relativamente a uma retoma das negociações de adesão.
Admitindo que lamenta a decisão da Islândia, a comissária europeia para o Alargamento sublinhou a aproximação ao Canadá, que se tornou na quarta-feira no primeiro país a ser proposto formalmente como "membro associado" da União Europeia.
No meio de uma relação cada vez mais tensa com os Estados Unidos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avançou com a intenção da proposta durante o seu discurso sobre o Estado da União, feito no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.
No seu discurso, ao qual assistiu o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, a líder do executivo comunitário propôs ainda que o Canadá se junte a um Conselho de Segurança Europeu, cuja criação foi também proposta na quarta-feira.
Mark Carney dirige-se hoje aos deputados do Parlamento Europeu para defender a aproximação do seu país à União Europeia, num momento marcado por uma guerra comercial e diplomática com o vizinho Estados Unidos.
O aprofundamento da relação entre Otava e Bruxelas acontece no meio de uma guerra comercial com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a visa conseguir um acordo que permita aos canadianos viver e trabalhar na Europa sem vistos.
Em troca, o Canadá quer investir na Europa e tentar contornar a dependência comercial em relação aos Estados Unidos, para onde se destinam cerca de 70% das suas exportações.
Mark Carney afastou qualquer objetivo de adesão à UE, dizendo que o Canadá, em vez disso, quer "uma aliança única" com o bloco.
O Canadá e a UE já cooperam em matéria de comércio, defesa, energia, tecnologia e minerais críticos.