Condenada a quatro anos de prisão mulher que fingiu que filho de 6 anos tinha cancro para receber doações
A australiana, que chegou a rapar o cabelo e as sobrancelhas da criança, seria viciada em jogos de azar. Pode beneficiar de liberdade condicional a partir de abril de 2027.
Uma mulher australiana que fingiu que o filho de seis anos tinha cancro para receber doações foi condenada a mais de quatro anos de prisão. Durante aquele período rapou o cabelo e as sobrancelhas do filho, colocou-lhe uma ligadura na cabeça e nas mãos e medicou-o.
Segundo a estação televisiva britânica BBC, tudo isto fazia parte de um esquema para enganar familiares e amigos de modo a conseguir angariar milhares de dólares. A mulher, de 45 anos, declarou-se esta segunda-feira culpada do crime de causar dano ao filho e de 10 outros crimes de burla.
Segundo o tribunal, o esquema começou depois de o filho ter ido a uma consulta de oftalmologista na sequência de um acidente. Depois da consulta, a mulher terá dito ao marido, à família, aos amigos e à comunidade escolar que o filho tinha cancro nos olhos e obrigou a criança a utilizar uma cadeira de rodas, fazendo crer que estava a receber tratamentos de radioterapia. Também lhe deu analgésicos e suplementos.
O advogado da arguida afirmou que a mulher desenvolveu um vício em jogos de sorte e azar durante a pandemia e que “aproveitou” o acidente do filho para proveito próprio, mas que nunca teve a intenção de causar danos à criança nem à família.
Inicialmente, o marido tinha sido visado neste processo, mas as autoridades acabaram por retirar as acusações. Em tribunal disse que a esposa destruiu a vida dos filhos. “Tinha total confiança como minha mulher e nunca duvidei de ti. Estava dedicado à nossa família. Agora sinto-me como um peão num jogo de xadrez”, afirmou.
A mulher foi condenada a quatros anos e três meses de prisão, podendo beneficiar de liberdade condicional a partir de abril de 2027.
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