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Atirador em Washington pretendia atingir altas figuras da administração Trump

Lusa 26 de abril de 2026 às 15:47

Segundo revelou este domingo o procurador-geral interino, Todd Blanche.

O atirador que tentou invadir uma gala de imprensa, no sábado em Washington, parecia ter como alvo altas figuras da administração norte-americana, incluindo o Presidente Donald Trump, que também estava no local, indicou este domingo o procurador-geral interino.

Imagens mostram convidados a refugiarem-se debaixo das mesas após homem armado invadir jantar da Casa Branca

Em declarações ao programa “Meet the Press” da cadeia CBS News, Todd Blanche apontou "informações muito preliminares" que levam os investigadores a acreditar que o homem "parecia pretender realmente atacar as pessoas que trabalham no Governo, incluindo provavelmente o Presidente".

Segundo o procurador norte-americano, o atirador, que foi detido no local na posse de armas de fogo e facas, "não está a cooperar ativamente" com a investigação.

Todd Blanche, que também estava no jantar juntamente com centenas de outras pessoas, acrescentou que os investigadores suspeitam que o homem viajou de comboio de Los Angeles, passando por Chicago, para Washington, onde nos últimos dias se hospedou no hotel que acolhia o evento promovido pela Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Os investigadores não divulgaram publicamente o nome do suspeito, mas dois agentes das autoridades próximos do caso identificaram-no à agência Associated Press (AP) como Cole Tomas Allen, 31 anos, de Torrance, na Califórnia.

Uma fotografia de perfil de Allen na rede social LinkedIn, de maio de 2025, parece corresponder à aparência do homem numa imagem do alegado agressor a ser detido, publicada pelo líder norte-americano, refere a AP.

Na noite de sábado, tentou invadir o enorme salão de baile do Washington Hilton, mas foi derrubado numa cena caótica que resultou em tiros, enquanto o líder da Casa Branca, o seu vice-presidente, JD Vance, e a primeira-dama, Melania Trump, eram retirados apressadamente do palco e os convidados se protegiam debaixo das mesas.

Acredita-se que o suspeito tenha comprado as armas que transportava nos últimos dois anos, disse ainda Blanche, que prevê a formulação das acusações na segunda-feira.

Um vídeo publicado por Donald Trump mostrou o suspeito a correr pelas barricadas de segurança enquanto os agentes dos serviços secretos corriam na sua direção.

Um agente foi atingido por um tiro num colete à prova de bala e estava hoje a recuperar, disseram as autoridades.

O atirador não ficou ferido, mas estava a ser avaliado num hospital, segundo a polícia.

O tiroteio nas barricadas de segurança aconteceu minutos após o início do evento, que teve ainda uma tentativa para ser retomado, mas acabou por ser cancelado.

No seguimento do incidente, o Presidente norte-americano exigiu hoje a conclusão imediata do polémico salão de baile que mandou construir na Casa Branca.

Numa mensagem publicada na sua rede Truth Social, Trump insistiu que o incidente justifica a necessidade de um espaço de alta segurança dentro do perímetro da residência presidencial.

"O que aconteceu ontem à noite é exatamente a razão pela qual as nossas forças armadas, os serviços secretos e as forças policiais têm vindo a exigir a construção de um grande e seguro salão de baile nos jardins da Casa Branca", sustentou.

Na sua mensagem, o político republicano criticou duramente a batalha judicial que paralisou a construção do projeto de 400 milhões de dólares (340 milhões de euros), que previa a demolição da histórica ala leste.

"O ridículo processo contra o salão de baile, movido por uma mulher que passeava o seu cão e que não tem nenhuma legitimidade, deve ser imediatamente arquivado", declarou Trump, referindo-se ao processo que, em março passado, levou o juiz federal Richard Leon a ordenar a suspensão da construção devido à falta de aprovação do Congresso.

O magistrado concedeu uma medida cautelar pedida por um grupo ambientalista, suspendendo temporariamente o projeto.

Segundo o líder norte-americano, o novo salão de baile, com cerca de 8.000 metros quadrados, é uma estrutura "militar ultrassecreta" com os mais altos níveis de segurança e sem pisos superiores através dos quais "pessoas não autorizadas se possam infiltrar", aludindo ao atirador que tentou invadir o evento com os correspondentes da Casa Branca.

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