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RTP apresenta grelha de ficção para 2026 e aposta nas microséries digitais

O evento Séries em Série revelou novas produções, regressos e coproduções, com destaque para um formato de narrativa curta, pensado para consumo em telemóvel, que chega já a 2 de março.

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Edição de 17 a 23 de fevereiro
RTP apresenta grelha de ficção para 2026 e aposta nas microséries digitais
Tiago Neto 24 de fevereiro de 2026 às 19:48
A apresentação do evento ficou a cargo de Filomena Cautela
A apresentação do evento ficou a cargo de Filomena Cautela Pedro Pina/RTP

Chama-se Séries em Série e é o evento anual com que a RTP apresenta ao setor e ao público a sua estratégia de ficção para todo o ano. A segunda edição realizou-se segunda-feira, dia 23, reunindo em Lisboa profissionais da indústria audiovisual para a divulgação da grelha de 2026 e para um ponto de situação sobre os caminhos da produção seriada em Portugal.

Mais do que uma apresentação de títulos, a iniciativa funciona como uma montra das linhas editoriais e criativas que irão marcar o ano, revelando projetos em diferentes fases de desenvolvimento e abrindo espaço à discussão sobre modelos de produção, financiamento e circulação internacional das séries portuguesas. Foi nesse contexto que foram anunciadas as novas estreias, regressos e coproduções que compõem a programação agora delineada.

O principal destaque vai para a estreia, a 2 de março, de cinco microséries, um formato inédito, pensado para consumo rápido e multiplataforma. Filmadas na vertical e articuladas para circulação em redes sociais, estas produções apostam numa lógica de narrativa fragmentada e de forte impacto visual. Nesse mesmo dia ficarão disponíveis, na íntegra, cerca de 100 episódios na RTP Play, sendo depois distribuídos diariamente três episódios por série, de segunda a sexta-feira. A difusão estende-se também aos canais oficiais da RTP no Instagram, Facebook, TikTok e YouTube.

Na área da comédia, a estação apresenta a estreia de Adónis e o regresso de títulos como  e FELP, que terão novas temporadas. Entre as novas apostas surgem ainda Projecto GlobalMillennial MalLeonor, Marquesa de Alorna e Jones, projetos que atravessam diferentes géneros e períodos históricos.

A dimensão internacional reforça-se com as coproduções A Colecionadora e a segunda temporada de Ponto Nemo, pensadas para circulação além-fronteiras e integradas numa estratégia de maior projeção externa da ficção portuguesa.

No digital, ficará disponível na RTP Play a série Algodão a Frio, a 23 de março, bem como com os projetos Novas Narrativas da Caça e Se Me Deixasses Ser, este último assinado pelo ator Almeno Gonçalves. A plataforma acolherá ainda Ecos do Mar e 3000 Depois de Cristo, desenvolvidos no âmbito do RTP Lab, estrutura dedicada à experimentação criativa e ao incentivo a novos autores.

Com esta programação, que inclui suspense, ficção histórica, comédia, terror e narrativas contemporâneas, a televisão pública reforça a aposta na consolidação de formatos tradicionais e na exploração de linguagens emergentes, procurando responder à fragmentação dos modos de ver e produzir ficção.

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