A polícia da Coreia do Sul requereu esta terça-feira um mandado de detenção contra o presidente da Hybe, acusado de enganar investidores na gigante da música pop sul-coreana Hybe, responsável por bandas como os BTS.
A polícia suspeita que Bang Si-hyuk tenha obtido lucros indevidos em 2019 ao não revelar aos investidores que pretendia lançar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês).
A manobra levou vários investidores a venderem as ações da Hybe a um fundo de capital privado alegadamente ligado a Bang, pouco antes do IPO da empresa, referiu a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
A polícia estima que o executivo, que já negou as acusações, tenha obtido lucros de 200 mil milhões de won (115,5 milhões de euros), num acordo paralelo que lhe prometia 30% dos lucros da venda de ações após o IPO.
As autoridades realizaram buscas nos escritórios da Hybe em meados de 2025 e, de acordo com o jornal sul-coreano The Korean Herald, Bang foi interrogado pelo menos cinco vezes pela polícia ao longo do ano passado.
O empresário está também sujeito a uma proibição de viajar para fora da Coreia do Sul.
O mandado de detenção surge depois de a Yonhap ter avançado que a Embaixada dos Estados Unidos (EUA) solicitou recentemente à polícia sul-coreana autorização para que Bang acompanhasse a digressão norte-americana da icónica banda de K-pop BTS.
Bang, executivo e produtor musical que fundou a Hybe em 2005, é uma das figuras mais poderosas do K-pop, supervisionando alguns dos artistas mais populares da indústria, incluindo Seventeen, Le Sserafim e Katseye, para além dos BTS.
Os BTS estão numa digressão mundial após um hiato de quase quatro anos, enquanto os membros do grupo cumpriam o serviço militar obrigatório.
Os BTS atuaram para dezenas de milhares de fãs internacionais num concerto de regresso gratuito em Seul, em março, e também realizaram vários concertos na cidade de Goyang, na Coreia do Sul, e em Tóquio.
O grupo dará início a uma série de eventos nos EUA com um concerto em Tampa, na Florida, ainda em abril.
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