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Do "Entroncamento" de Pedro Cabeleira avista-se um País invisível

No novo filme de Pedro Cabeleira, "Entroncamento", corpos e espaços cruzam-se numa geografia marginal. Um retrato cru e sensorial de um País tantas vezes invisível, para ver a partir de quinta-feira, 26 de março.

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Edição de 17 a 23 de março
Do 'Entroncamento' de Pedro Cabeleira avista-se um País invisível
Tiago Neto 24 de março de 2026 às 23:00
"Entroncamento" é um retrato de tudo o que, nas cidades, vive na margem
"Entroncamento" é um retrato de tudo o que, nas cidades, vive na margem D.R.

Existem lugares que só se revelam plenamente depois do pôr do sol. Cidades onde a luz se retira e, com ela, a ideia de pertença, deixando à vista uma outra cartografia feita nas sombras, nos corpos em trânsito, nas vidas que resistem fora do enquadramento habitual. Em Entroncamento, é neste território que tudo começa, numa noite que não promete redenção, apenas continuidade.

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