Grande Prémio EDP para Luísa Cunha

Com o valor de 50 mil euros, esta distinção consagra artistas nacionais desde 2000. Uma exposição retrospetiva no MAAT e um catálogo completam a homenagem.

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Rita Bertrand 08 de abril

Luisa Cunha é a vencedora da edição de 2021 do Grande Prémio Fundação EDP Arte.

O júri deliberou por unanimidade atribuir este prémio à artista, salientando a originalidade, ousadia experimental, multidisciplinaridade e pioneirismo no uso de novas linguagens, e destacando a sua influência nas gerações mais jovens.

Composto por Benjamin Weil, curador e crítico de arte francês e diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Philippe Vergne, diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Teresa Patrício Gouveia, antiga presidente da Fundação de Serralves e ex-administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, Tobi Maier, diretor das Galerias Municipais de Lisboa, Vera Pinto Pereira, presidente da Fundação EDP, Miguel Coutinho, administrador e diretor geral da Fundação EDP, e José Manuel dos Santos, administrador e diretor cultural da Fundação EDP, o júri salientou ainda, para fundamentar a sua decisão, a forma como a artista trabalha o espaço e o som a partir da linguagem verbal, num permanente jogo de construção e desconstrução de significados.

Luisa Cunha, Pantone #2, 2018
Luisa Cunha, Pantone #2, 2018 Luisa Cunha

O trabalho de Luisa Cunha – que tem um site com o seu nome, que vale a pena visitar – está fora de classificações geracionais, sendo herdeira das experiências de desmaterialização da arte internacional dos anos 1970.

Este é um prémio de reconhecimento e contribuirá certamente para dar a Luisa Cunha a visibilidade pública que o seu mérito artístico – distribuído por meios como a pintura, a fotografia, a performance, a instalação ou os textos sonoros – justifica.

Criado em 2000, o Grande Prémio Fundação EDP Arte tem como objetivo consagrar artistas plásticos, com carreira consolidada e historicamente relevante, cujo trabalho contribui para afirmar e fundamentar as tendências estéticas contemporâneas portuguesas.

Luísa Cunha, Do what you have to do, 1994
Luísa Cunha, Do what you have to do, 1994 Luisa Cunha

Além do valor pecuniário do prémio, de 50 mil euros, o artista escolhido é homenageado através de uma exposição de caráter retrospetivo e/ou antológico, e da publicação de um catálogo que constitui uma importante referência historiográfica e bibliográfica.

Na história das suas edições, o Grande Prémio Fundação EDP Arte distinguiu grandes nomes da arte contemporânea como Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004), Eduardo Batarda (2007), Jorge Molder (2010), Ana Jotta (2013) e Artur Barrio (2016).

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