Museu do Holocausto: lembrar é não perpetuar o mal

Lê-se, fala-se, ouve-se muita coisa sobre o assunto. Mas muito nunca é demais quando se trata de recordar um dos episódios mais negros da história contemporânea. O Holocausto faz parte do passado, mas não é por isso que deve deixar de ser uma preocupação do presente e do futuro, como bem nos lembra o Museu hoje inaugurado no Porto.

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Filipa Teixeira 05 de abril
Jorge Miguel Gonçalves

Os dois agentes da polícia, posicionados à frente do número 790 da Rua do Campo Alegre, denunciavam uma agitação invulgar naquela zona da cidade, mesmo para um primeiro dia da segunda fase do plano de desconfinamento nacional. Ainda que sem GPS, seria fácil a qualquer pessoa com maior ou menor sentido de orientação perceber que era no rés-do-chão daquele prédio junto à Alicnatina que se situava o recém-inaugurado Museu do Holocausto. Os polícias, de manga curta ao sol, estavam ali "por precaução", dizia-nos uma funcionária à entrada. Afinal o tema em questão é suscetível de gerar discussões extremadas e nenhuma precaução deve ser descurada - incluindo a revista dos visitantes à entrada, que têm de passar os seus bens por um detetor de metais e deixá-los num cacifo. "Telemóvel também", avisa o revisor, "para que seja respeitado o local".

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